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sexta-feira, 18 de abril de 2014

1964: há 50 anos, o mundo conheceu o XV de Piracicaba



O final da década de 50 e início da década de 60 marcavam o início do domínio Brasileiro no Futebol Mundial. A Seleção Brasileira conseguiu o bicampeonato mundial nos anos de 1958 e 1962, com o brilho do Rei do Futebol: Pelé. Ao mesmo tempo, o Santos, também conduzido pelo Rei Pelé, conseguia o bicampeonato da Copa Intercontinental, em 1962 e 1963, reforçando a hegemonia do futebol brasileiro no cenário mundial.

Aproveitando-se do bom momento do Futebol Brasileiro, o XV de Piracicaba, então comandado pelo Presidente Romeu Ítalo Rípoli, preparou sua primeira excursão pelo mundo. Passando por sete diferentes países, o alvinegro Piracicabano representou o Brasil pelo mundo (Bolívia, União Soviética, Polônia, Dinamarca, Alemanha Oriental, Alemanha Ocidental e Suécia).

A PRIMEIRA PARADA: BOLÍVIA


O início oficial da saga internacional do XV de Piracicaba no ano de 1964 aconteceu em 26 de janeiro, quando foi formada a delegação alvinegra composta pelos seguintes jogadores: Nino, Orlando, Jeco, Cardinali, Dema, Maneca, Dorival, Valter, Ladeira, Varner, Rafael, Chiquinho, Biguá, Valdir e Kiki. Além dos jogadores, a delegação contava com Dr. José Eduardo Mello Ayres (Médico), Romeu Ítalo Ripoli, Benedito Rebelo e Salim Kraide (Diretores), Sebastião Ferraz (Jornalista) e o treinador Manoel Bortoli, o Mané.


FOTO: Presidente Rípoli em vista ao Presidente da Bolívia, Victor Paz Estenssoro, entregando-lhe uma bola autografada pelos atletas do XV de Piracicaba.

A ESTREIA - O XV de Piracicaba chegou na cidade de La Paz no dia 02 de fevereiro de 1964. Já no primeiro dia, o alvinegro entrou em campo para enfrentar a equipe do Bolívar. Apesar do desgaste da viagem, o alvinegro conseguiu segurar o empate em 2 x 2 com a equipe da casa. Os dois tentos do alvinegro foram marcados por Ladeira.

A VITÓRIA - Três dias depois da chegada, o XV de Piracicaba voltou a campo para enfrentar o mesmo Bolívar. Novamente jogando na altitude de 3.600 metros, o alvinegro enfrentou a equipe da casa no Estádio Hermano Siles, sob o olhar de 25.000 espectadores. Com boa atuação, apesar de sair atrás do placar, o alvinegro não deu chances para a equipe da casa, vencendo a partida por 3 x 1, gols de Valdir, Varner e Ladeira.

DESPEDIDA CONFUSA - Para encerrar sua passagem pela Bolívia, o XV de Piracicaba viajou mais de 400 Km até cidade de Cochabamba, para enfrentar o Aurora F.C. A partida ficou marcada pela péssima arbitragem favorável à equipe da casa. O XV sofreu um gol logo no primeiro minuto da partida, tendo que buscar o empate durante toda a partida. No entanto, as intenções do alvinegro foram prejudicadas pela expulsão de Jeco, e, posteriormente, pelo encerramento da partida 13 minutos antes do encerramento do tempo regulamentar, sem qualquer explicação por parte da arbitragem.

SEGUNDA PARTE DO TOUR PELO MUNDO: EUROPA E ÁSIA

O dia 15 de abril de 1964 marcou o início da aventura alvinegra fora do continente sul americano. Novamente sob o comando do Presidente Romeu Ítalo Rípoli, foi formada a delegação que representaria o alvinegro em mais uma jornada, formada pelos seguintes jogadores: Nino, Orlando, Orlando Maia, Cardinali, Dorival, Bastos, Kiki, Dema, Biguá, Valter, Neguito, Maneca, Varner, Nilo, Rafael, Valdir, Varley e Ladeira. Além dos jogadores, a comitiva piracicabana contava com treinador Mané (Manoel Bortolli), Francisco Abdalla, Isael Perina e Thomaz Caetano Rípoli (Diretores) e do massagista Osvaldinho.

Fato curioso foi a "quase viagem" do goleiro Hélio Saconni. Segundo as memórias do ex-goleiro Hélio, Nino não queria fazer parte do grupo que iria até a Europa. Tal fato fez com que Hélio fosse relacionado para a viagem e realizasse toda a preparação burocrática para a viagem. No entanto, Nino mudou de ideia e aceitou viajar no último momento, deixando o jovem Hélio Saconni de fora da delegação.

FOTO: O jovem Hélio ficou de fora da viagem nos últimos momentos.

ROMPENDO A CORTINA DE FERRO: XV NA UNIÃO SOVIÉTICA


Após sair de Campinas/SP e realizar escalas em Portugal e na França, o XV de Piracicaba finalmente chegou até a "gelada" União Soviética.

FOTO: O elenco do XV desembarcou na União Soviética em 14 de abril e foi recebido, logo no desembarque, com flores.

PRIMERA PARTIDA: A estreia do XV na União Soviética foi realizada na cidade de Tashkent, atualmente Capital e maior cidade da República do Uzbequistão. A partida foi realizada no dia 19 de abril de 1964, contra Pakhtakov e, além dos jogadores adversários, os atletas do XV enfrentaram outro adversário: o frio de 2 graus. Apesar do frio, a equipe do XV foi valente, mas saiu derrotada pela contagem mínima: 1 x 0.

SEGUNDA PARADA: KAIRAT: Após a primeira derrota, no dia 21 de abril, o XV viajou até a cidade de Alma Ata, atualmente Capital e maior cidade da República do Cazaquistão. O alvinegro enfrentou a equipe local, o FC Kairat Almaty. Apesar do gol de Valter, o XV não resistiu e somou mais uma derrota, agora pelo placar de 3 x 1.

O GRANDE DESAFIO: SELEÇÃO SOVIÉTICA: A terceira partida do XV pode ser considerada um dos maiores desafios do alvinegro em solos estrangeiros. A Seleção Soviética, atual campeã da Eurocopa (1960) e quarta colocada na Copa do Mundo de 1966. Sem dúvida, o maior destaque da equipe Soviética era o "aranha negra", o goleiro Lev Yashin, único goleiro vencedor da Bola de Ouro, eleito melhor jogador da Europa em 1963. 
Apesar da suposta grande diferença de qualidade entre as equipes, o XV de Piracicaba não esmoreceu diante da poderosa equipe Soviética. A equipe de Piracicaba fez uma boa atuação na cidade de Moscou e saiu derrotada pelo placar de 2 x 0.

MAIS UMA SELEÇÃO: MOLDÁVIA: Apesar de boas atuações, o XV de Piracicaba ainda sentia dificuldades para obter o primeiro resultado positivo em solo Soviético. No dia 26 de abril, jogando na cidade de Kichinev, atual capital da Moldávia, o XV foi derrotado pela seleção da casa pelo placar de 4 x 2. Os gols do XV foram marcados por Valter e Varley.

PRÓXIMA PARADA: KRASNODAR: Após somar sua quarta derrota, o XV de Piracicaba viajou até a cidade de Krasnodar, localizada na Rússia. No dia 29 de abril de 1964, o gol de Varner não foi suficiente para o alvinegro, que sofreu 3 gols da equipe do Spartack, e perdeu a partida pelo placar de 3 x 1.

UCRÂNIA: O PRIMEIRO PONTO: O dia 02 de maio de 1964 marcou a quinta e última partida do XV realizada em solo Soviético e representou o primeiro ponto somado pelo alvinegro em sua jornada. Na cidade de Odesa, localizada na Ucrânia, o alvinegro conseguiu segurar a força do Tchernomoretz e manteve o placar em 0 x 0.

PRÓXIMA PARADA: POLÔNIA

Após depedir-se da União Soviética com apenas 1 empate no bagagem, o XV de Piracicaba ingressou em solo Polonês decidido a não sair derrotado.

SELEÇÃO DA POLÔNIA: As duas primeiras partidas do alvinegro na Polônia foram realizado contra a boa seleção da polônia, que anos depois conseguiria a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1972, então comandada pelo artilheiro Lubanski. Mostrando sua força, o XV entrou em campo no dia 05 de maio na cidade de Katovich e conseguiu igualar forças com a equipe da casa e obteve o empate por 1 x 1. O gol do XV foi marcado por Varner.
Dois dias depois (07 de maio) o XV voltou a campo e obteve mais um empate contra a Seleção Polonesa. Em partida realziada na cidade de Bydgoszcz, o XV segurou o placar e saiu de campo sem abertura de placar.

SELEÇÃO DA POMERÂNIA: A passagem pelo XV pela Polônia ainda contou com a partida realizada em 09 de maio de 1964, na cidade de Stettin (Szczecin), contra a Seleção do Estado da Pomerânia. Assim como na última partida, o XV saiu de campo sem abertura de contagem, mantendo-se invicto em sua passagem pelo território Polonês.

NA DINAMARCA, APENAS UMA PARTIDA


Após a passagem invicta pela Polônia, o XV de Piracicaba partiuem viagem aérea rumo à cidade de Copenhaguen, capital da Dinamarca. No dia 12 de maio, o XV entrou em campo para enfrentar o forte combinado Danish-Staevenet. Após ter um gol anulado, fato que gerou muita confusão, o alvinegro perdeu por 2 x 0, e teve sua série quebrada.


FOTO: Dema e Kiki cerca o jogador dinamarquês do combinado Danish-Staevenet.

ALEMANHA ORIENTAL: CAMPEÕES PELA FRENTE


DERROTA NA CHEGADA: Deixando a Dinamarca, o XV rumou para a cidade Leipzig, na Alemanha Oriental. O primeiro desafio em solo alemão, no dia 14, foi a equipe do B.S Chemie e terminou com derrota do alvinegro pelo placar de 4 x 1. O gol do XV foi marcado por Varner. A força do B.S. Chemie  foi comprovada no ano de 1964, quando o clube conquistou o título da liga local.

SURPRESA ALVINEGRA: Apesar da derrota na primeira partida disputada na Alemanha Oriental, o XV de Piracicaba mostrou sua força na sequência. Após realizar uma longa viagem de trem entre as cidades de Leipzig e Berlim (15 horas), o alvinegro entrou em campo no dia 17 de maio. O adversário da vez era o temido Motor Jena, campeão da liga local em 1963. Contando, com gols de Rafael e Valdir, logo na primeira etapa, o XV conseguiu segurar o impeto da equipe local, que descontou com Peter Duc, dando números finais à partida: 2 x 1.

DESPEDIDA COM DERROTA: Apesar da convincente vitória sobre o atual campeão alemão oriental, o XV de Piracicaba não conseguiu repetir o bom desempenho na última partida de sua passagem pelo lado oriental do país. Na pequena cidade de AUE, após mais uma longa viagem de 10 horas, o XV entrou em campo contra a equipe local: o Wismuth. Apesar de mais um gol marcado pelo artilheiro Varner, o time alemão conseguiu vencer a defesa do alvinegro po 3 vezes, sacramento o placar de 3 x 1.

FOTO: Varner foi um dos grandes destaques do XV de Piracicaba durante o tour pela Europa.

DO OUTRO LADO DO MURO: ALEMANHA OCIDENTAL


ESTREIA CONTRA O KALSHURE: Jogando no Estádio Wildpark, no dia 23 de maio de 1964, o XV de Piracicaba continuou sua desgastante sequência de jogos contra o Kalshure. Encontrando dificuldades novamente, o alvinegro acabou derrotado pelo placar de 3 x 0, todos os gols marcados por Madl. Conforme noticiado pelo jornal "Estado de São Paulo", 20 mil pessoas acompanhar a partida no Wildpark.

DERROTA EM HANNOVER: Três dias após jogar em Kalshure, o XV foi até a cidade de Hannover para enfrentar a equipe local. Em sua décima quarta partida no tour iniciado na União Soviética, o XV foi novamente derrotado, agora pelo placar de 2 x 0.

VITÓRIA IMPORTANTE EM MUNIQUE: Já no dia 29 de maio, o XV de Piracicaba realizou sua despedida da Alemanha Ocidental na cidade de Munique. O adversário da vez foi a boa equipe do Munchen 1860. A equipe, uma das mais antigas da Alemanha, vice-campeão da temporada 1962-1963, mesmo contando com uma torcida de 10 mil pessoas, não foi párea para o alvinegro. Com gols do artilheiro Varner, aos 21 do segundo tempo, e de Nilo, aos 35, o XV conseguiu sua vitória do lado ocidental da Alemanha.

ENCERRANDO O TOUR: INVENCIBILIDADE NA SUÉCIA


EMPATE EM 5 GOLS: A primeira partida do XV de Piracicaba em solo sueco aconteceu no dia 2 de junho de 1964. No Estádio Stoenvallens, o alvinegro mediu forças com o Gaevle I.F. Apesar de jogar reforçado com jogadores de outras equipes locais, e contar com o forte frio de 5 graus, o Gaevle não conseguiu superar o time brasileiro. Após o primeiro tempo terminar empatado em 2 x 2, o segundo tempo de 6 gols sacramentou o empate em 5 x 5.

A MAIOR GOLEADA DA VIAGEM: No dia 4 de junho, quinta-feira, o Nhô-Quim impôs a maior goleada de sua passagem internacional no ano de 1964. Enfrentando o time do I.K.F., na cidade de Ostersund, o alvinegro abriu 6 x 1 na primeira etapa e fechou a partida com o elástico placar de 8 x 2.

SEGUNDA VITÓRIA NA SUÉCIA: Com a viagem internacional quase chegando ao seu final, o XV de Piracicaba obteve mais uma importante vitória na Suécia. Jogando contra a Seleção do Norte, no dia 07 de junho, o XVzão marcou 4 x 1 na seleção da casa, mantendo o bom desempenho no país nórdico.

DESPEDIDA COM VITÓRIA: Encerrando a extensa e desgansante viagem pelo continuente Europeu, o alvinegro obteve mais um grande resulado. Na cidade de Harvick, o XV mediu forças com o Garker e aplicou mais uma sonora goleada: 5 x 0.

Apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelo alvinegro piracicabano durante sua viagem, o acontecimento ficou marcado para sempre na história centenária do XV de Piracicaba. O fato inédito de romper a cortina de ferro, antes de qualquer outra equipe do futebol brasileiro, é mais uma dos marcantes acontecimentos do clube mais tradicional do interior de São Paulo!

INFORMAÇÕES E FOTOS:
"A História do XV: Parte II" - Delphim F. Rocha Netto.
"100 anos: Destemido e Valente", Capítulo IV - Rafael Bitencourt

segunda-feira, 24 de março de 2014

A Taça dos Invictos



A HISTÓRIA DA TAÇA - A "Taça dos Invictos" foi idealizada com base na campanha do Palestra Itália de 1932, tendo em vista a série de 27 jogos sem derrotas para times de São Paulo e e do Rio de Janeiro, sendo 22 delas no Campeonato Paulista. Após 7 anos, o Jornal Gazeta Esportiva decidiu criar a disputa, premiando a equipe que permanecesse por mais tempo sem derrotas. O regulamento previa a posse transitória da taça, desde que uma equipe superasse a série invcta da atual detentora. A posse definitiva ocorreria apenas quando uma das equipes conseguisse pela segunda vez a posse da taça.
A primeira equipe a obter êxito em duas oportunidades e receber a posse definitiva da taça foi o Corinthians, que conseguiu 25 partidas de invencibilidade no ano de 1956 e 26 partidas no ano de 1957.

ATUAL DETENTOR - O atual detentor da Taça dos Invictos do Futebol Paulista, que se encontra em sua 8ª edição, é o Corinthians. A série de 28 jogos de invencibilidade foi atingida entre 22 de janeiro de 2009 e 3 de fevereiro de 2010.

TAÇA DOS INVICTOS DO INTERIOR - A primeira equipe a receber a Taça dos Invictos do Interior foi o Botafogo de Ribeirão Preto, após permanecer 19 jogos invictos no ano de 1956. Na sequência, entre os anos de 1956 e 1957, o Taquaritinga conseguiu superar a série do Botafogo e permaneceu 20 partidas sem conhecer uma derrota, tirando a taça de Ribeirão Preto. Apenas após 10 anos de posse da Taça pelo Taquaritinga, o Paulista F.C., de Jundiaí, foi o clube que conseguiu, com 21 jogos de invencibilidade, receber a Taça de Posse Transitória.

FOTO: A desejada Taça dos Invictos encontra-se na sede no Estádio Barão da Serra Negra até os dias atuais.

A CONQUISTA ALVINEGRA - O ano de 1967 foi muito especial para o XV de Piracicaba. Além de conseguir retornar para a elite do Futebol Paulista, em uma inesquecível campanha na Divisão de Acesso, o alvinegro piracicabano conseguiu conquistar a Taça dos Invictos do Interior, que até o presente momento se encontrava na cidade de Jundiaí, com o Paulista F.C.

A Série Invicta do XV teve início no dia 21 de maio de 1967, com a estreia do Nhô-Quim no Campeoanto de Acesso daquele ano. O primeiro resultado foi a convincente vitória sobre a Internacional de Limeira, na cidade vizinha, pelo placar de 3 x 0, com gols marcados por Picolé (2 vezes) e Luiz Trombada.

FOTO: Equipe do XV na estreia do Campeonato de Acesso de 1967.
EM PÉ: Mello Ayres, Protti, Nelson, Hidalgo, Piloto, Neves e Claudinei;
AGACHADOS: Índio (Massagista), Zezinho, Luiz Trombada, Picolé, Joaquinzinho e Piau.

O recorde anterior, de 21 jogos, foi atingido no dia 17 de setembro de 1964, com a vitória sobre a Esportiva de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba. A partida marcou a despedida do treinador Alfredinho, que deixou o XV para dirigir o Guarani.

A conquista da Taça dos Invictos não poderia ter adversário melhor: a Ponte Preta. A equipe de Campinas, dirigida por Cilinho, contava com um dos grandes nomes da história do Futebol do Interior, o "mestre" Dicá. A partida que marcou a conquista aconteceu no dia 24 de setembro de 1967, na estreia de Armando Renganeschi, data em que o XV recebeu a Ponte Preta no Barão de Serra Negra. Após um jogo disputado, o alvinegro venceu a macaca de Campinas pelo placar de 1 x 0, gol marcado por Luiz, e pode comemorar, enfim, a conquista da Taça dos Invictos.

FOTO: O grande ataque do XV de Piracicaba, na partida em que o XV venceu o Taubaté por 5 x 0, formado por Nicanor, Luiz Trombada, Mazinho, Joaquinzinho e Varner.

A série invencível do XV não parou na partida contra a Ponte Preta, mas estendeu-se até o dia 22 de outubro, quando o alvinegro foi derrubado pela equipe do Paulista, pelo placar de 4 x 2. Entre a conquista da taça e a perda da invencibilidade, o XV conseguiu mais três partidas sem derrotas, somando 25 partidas de invencibilidade. Com a incrível série, o XV de Piracicaba recebeu a posse definitiva da Taça dos Invictos, oferecida pelo jornal Gazeta Esportiva.

FOTO: O médico Mello Ayres, ostentando a Taça dos Invictos, ao lado do Presidente Humberto D'Abronzo.

FICHA TÉCNICA:
DATA: 24 de setembr de 1967.
LOCAL: Estádio Barão da Serra Negra, Piracicaba/SP.
GOL: Luiz Trombada.
XV DE PIRACICABA: Claudinei; Nei, Haroldo, Protti e Neves; Hidalgo e Varner; Amauri, Luiz, Picolé e Piau. Técnico: Armando Renganeschi.
PONTE PRETA: Wilson; Nelson, Samuel, Luizinho e Spana; Sérgio e Capeloza; Segindo, Luiz César, Dicá e Adílson. Técnico: Cilinho.

JOGOS DE INVENCIBILIDADE:
JOGO 01 - 21/05/1967 - A.A. Internacional 0 x 3 XV de Piracicaba
JOGO 02 - 25/05/1967 - XV de Piracicaba 2 x 0 Estrada Sorocabana
JOGO 03 - 28/05/1967 - Jabaquara A.C. 0 x 3 XV de Piracicaba
JOGO 04 - 04/06/1967 - XV de Piracicaba 7 x 0 Saad E.C. (São Bernardo do Campo)
JOGO 05 - 11/06/1967 - São Carlos 0 x 2 XV de Piracicaba
JOGO 06 - 18/06/1967 - XV de Piracicaba 5 x 0 A. Esportiva (Guaratinguetá)
JOGO 07 - 25/06/1967 - Ponte Preta 0 x 0 XV de Piracicaba
JOGO 08 - 29/06/1967 - XV de Piracicaba 5 x 0 A.E. São José
JOGO 09 - 02/07/1967 - XV de Jaú 1 x 2 XV de Piracicaba
JOGO 10 - 09/07/1967 - XV de Piracicaba 1 x 0 Ferroviária (Botucatu)
JOGO 11 - 16/07/1967 - XV de Piracicaba 1 x 1 Paulista F.C.
JOGO 12 - 23/07/1967 - Palmeiras (S.J. Boa Vista) 2 x 4 XV de Piracicaba
JOGO 13 - 29/07/1967 - XV de Piracicaba 5 x 0 Taubaté E.C.
JOGO 14 - 06/08/1967 - Bragantino 1 x 1 XV de Piracicaba
JOGO 15 - 13/08/1967 - Nacional A.C. 1 x 1 XV de Piracicaba
JOGO 16 - 21/08/1967 - XV de Piracicaba 3 x 1 A.A. Internacional
JOGO 17 - 26/08/1967 - Estrada Sorocabana 0 x 1 XV de Piracicaba
JOGO 18 - 03/09/1967 - XV de Piracicaba 1 x 0 Jabaquara A.C.
JOGO 19 - 07/09/1967 - Saad E.C. 1 x 3 XV de Piracicaba
JOGO 20 - 10/09/1967 - XV de Piracicaba 2 x 0 São Carlos
JOGO 21 - 17/09/1967 - A. Esportiva (Guaratinguetá) 0 x 1 XV de Piracicaba
JOGO 22 - 24/09/1967 - XV de Piracicaba 1 x 0 Ponte Preta
JOGO 23 - 01/10/1967 - E.C. São José 0 x 0 XV de Piracicaba
JOGO 24 - 08/10/1967 - XV de Piracicaba 3 x 0 XV de Jaú
JOGO 25 - 15/10/1967 - Ferroviária (Botucatu) 1 x 1 XV de Piracicaba

FOTOS E INFORMAÇÕES: "A História do XV - Parte II", Delphim F. Rocha Netto.

BLOG HISTÓRIAS DO XV

sábado, 22 de março de 2014

Jogos para a História: A batalha de Palma Travassos



O ano de 2014 coloca, mais uma vez, frente a frente, duas equipes velhas conhecidas do interior paulista. No entanto, apenas nos últimos quatro anos é que o jogo entre XV de Piracicaba e Comercial de Ribeirão Preto passou a ser encarado de uma maneira diferente, como um verdadeiro clássico do interior. A acirrada rivalidade entre as equipes e suas torcidas chegou ao nível máximo no dia 08 de maio de 2010, na partida que ficou conhecida como "A Batalha de Palma Travassos".

Após o acesso do XV de Piracicaba no ano de 2010, com o duelo final entre as equipes, a rivalidade foi rescendida no ano de 2012, quando o XV de Piracicaba foi o responsável por decretar a queda da equipe de Ribeirão Preto para a Série A2 do Campeonato Paulista, após vencer a partida por 2 x 1.

A SÉRIE A3 DE 2010

O ano de 2010 ficará para sempre marcado na memória do torcedor do XV de Piracicaba. Após permanecer alguns anos sofrendo com as dificuldades impostas pela Terceira Divisão do Futebol Paulista, o alvinegro piracicabano conseguiu ressurgir no cenário esportivo estadual com a boa campanha na Série A3, coroada com o acesso para a Série A2 do ano seguinte.

Após um início de temporada pífio, sob o comando do treinador Nei Silva, o XV de Piracicaba contou com a força do "novato" Moisés Egert para reagir no Campeonato e colocar o Nhô-Quim entre as 8 melhores equipes da primeira fase, conseguindo a classificação para disputa do acesso.

Disputando a fase final da competição no Grupo 3, ao lado de Comercial, Ferroviária e XV de Jaú, o XV de Piracicaba chegou à última rodada com 8 pontos, dependendo apenas de suas forças para conquistar o tão sonhado acesso. Para tanto, bastava ao alvinegro segurar um empate contra o Comercial, que jogaria em seu território, no Estádio Palma Travassos.

A BATALHA

O termo "Batalha", pelo qual ficou conhecida a partida decisiva, não deve ser considerado como exagero dos apaixonados de plantão. Além da importância que a disputa teria dentro de campo, o clima hostil encontrado por torcedores, jogadores, dirigentes e jornalistas da cidade de Piracicaba fez com que o jogo ganhasse contornos de uma verdadeira guerra.

Logo na chegada dos jornalistas da Piracicaba, que cobririam a partida, o veículo da Rádio Onda Livre AM foi covardemente atacado por torcedores do "Bafo". A violência também foi utilizada pela torcida da equipe de Ribeirão Preto contra os Dirigentes do XV de Piracicaba. Membros da Diretoria Executiva do alvinegro, dentre eles o Presidente Luís Beltrame, foram violentamente impedidos de se dirigirem até o camarote reservado no Estádio.


Deixando de lado os fatores extracampo, a partida foi marcada pela disputa por cada espaço no gramado. A única grande chance da primeira etapa foi do Comercial, em falta cobrada por Cenedesi, aos 29 minutos, que passou raspando a trave de Fernando Hilário. Já o segundo tempo, o Comercial passou a pressionar mais o XV, mas não conseguia levar perigo ao gol defendido por Fernando Hilário. A melhor chance do Bafo saiu com o meia Rafinha, que testou firme para grande defesa do goleiro alvinegro. O XV também teve suas chances, mas a principal delas saiu dos pés de Marlon, que não acertou o alvo.

No entanto, quando o relógio já marcava 44 minutos da segunda etapa, o lance que marcou a partida e o duelo entre os equipes aconteceu. Após cruzamento na área do alvinegro e grande confusão na área, o jogador do Comercial empurrou a bola para as redes, mas a partida já estava paralisada pela marcação de um impedimento, anotado pelo auxiliar Luis Alexandre Nilsen.

Imediatamente após a anotação da irregularidade, o descontrole tomou os jogadores do Comercial, que partiram para a agressão contra a equipe de arbitragem. A atitude dos jogadores do Bafo, contagiou a torcida, que tentou de todas as formas invadir o gramado para invadir o gramado de jogo. A confusão durou cerca de 10 minutos, até que os ânimos dos atletas fossem parcialmente acalmados para o reinício da partida.

FOTO: Imagens da confusão causada pelos jogadores do Comercial após a anulação do gol.

O recomeço da partida teve apenas mais alguns minutos, os quais pareciam uma eternidade para a torcida alvinegra de Piracicaba. No entanto, após os minutos finais de agonia, o árbitro Rodrigo Guarizo encerrou a partida, determinando o acesso do XV de Piracicaba para a Série A2 do Campeonato Paulista. O apito final foi o início da festa da torcida do XV, que permaneceu no Estádio comemorando o acesso, apesar das tentativas de agressão por parte dos torcedores do Bafo.

Ainda após o término da partida, os atos de selvageria por parte da torcida do Comercial não pararam. Quando os árbitros se dirigiam até os vestiários, foram covardemente agredidos por um torcedor e por um Diretor da equipe do Comercial. Na sequência, torcedores do Comercial arrombaram a porta do vestiário da arbitragem e subtraíram pertences do trio de arbitragem e jogaram fogos de artifício no local.

FOTO: Imagem veículada no Jornal de Piracicaba após o acesso na "Batalha" em Ribeirão Preto.

FICHA DO JOGO:
DATA: 08 de maio de 2010.
LOCAL: Estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto/SP.
ÁRBITRO: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral.
PÚBLICO: 1.557 pagantes. RENDA: R$ 15.020,00.

COMERCIAL - Gustavo; Rogerinho (Laerte), Alemão, Edson Batatais e Laerte (Jeferson); Cenedesi, Jordã, Belé e Carlos Eduardo; Rafinha e João Paulo Garcia. Técnico: André Oliveira.

XV DE PIRACICABA - Fernando Hilário; Fellipe Nunes, Marcus Vinícius, João Paulo e Ceará; Diego Silva (Carlão), Jordy Guerreiro, Marlon (Robinho) e Givanildo; Paulinho e Wesley (Lucas Biselli). Técnico: Moisés Egert.

BLOG HISTÓRIAS DO XV

sábado, 30 de novembro de 2013

30 anos de passaram: XV tetracampeão da Série A2!

O dia 30 de novembro de 1983 ficou marcado na memória da torcida do XV de Piracicaba. Apesar do registro oficial de quase 16 mil espectadores no Barão, não há dúvidas de que mais de 30 mil pessoas acompanharam a partida no Estádio Municipal, que terminou com o placar de 3 x 2 para a equipe de Piracicaba e marcou a volta do XV para a elite do Futebol Paulista.




Relembre a campanha completa do XVzão no Campeonato Paulista da Série A2 de 1983:
http://www.historiasdoxv.com/2011/10/xv-campeao-paulista-serie-a2-1983-1.html
http://www.historiasdoxv.com/2011/10/xv-campeao.html

terça-feira, 26 de novembro de 2013

domingo, 20 de outubro de 2013

"XV contra 100" - Duelo para a História

Neste domingo, 20 de outubro, o XV de Piracicaba realizou um dos eventos de comemoração de seu centenário: o desafio "XV contra 100".
 
Organizado pelo Departamento de Marketing do XV de Piracicaba, o evento e reuniu os mais jovens torcedores do XV e os jogadores dos mais experientes que já vestiram a camisa do alvinegro!
 
Na primeira parte do evento, foram selecionados 100 torcedores mirins do XV para enfrentar a equipe profissional. As crianças foram escolhidas de diversas maneiras e puderam desfrutar de uma inesquecível partida contra os jogadores do XV de Piracicaba.

FOTO: Jovens torcedores do XV juntamente com a equipe profissional para a foto oficial da partida.
 

FOTO: Hino Nacional executado antes da partida entre crianças e profissionais.

Após uma disputada partida entre as crianças do alvinegro e os jogadores, a equipe profissional conseguiu o empate no final da partida, finalizando o placar em 4 x 4. No entanto, o placar foi o que menos importou para as crianças, que guardarão os momentos da partida para sempre. Ao final da partida, as crianças ainda permaneceram no gramado e ganharam autógrafos dos jogadores.


FOTO: Um dos gols anotados pela equipe dos 100 jovens torcedores do alvinegro!
 
Na sequência da partida inicial, a equipe de Masters do XV de Piracicaba enfrentou a equipe dos Amigos da BAND.
 
Pelo alvinegro, entraram em campo jogadores como Alexandre Pavão, Biluca, Kel, Almeida, Cléber Gaúcho, Marlon, Flavinho, Gatãozinho, Fabiano, Capitão, Pianelli, Paulinho Massariol, entre outros. Já a equipe da BAND tinha como os principais destaques Amaral, Jamelli e Edmar.
 
FOTO: Formação da equipe Master do XV de Piracicaba acompanhada dos torcedores mirins que participaram da partida de abertura.
 
FOTO: Zé Luiz, ex-jogador com excelente passagem pelo XV, foi autor de um dos gols do alvinegro.
 
Apesar do forte calor na manhã de domingo, a partida foi dominadas pelos veteranos do alvinegro, a equipe da casa conseguiu vencer pelo elástico placar de 4 x 0 (1 x 0 no primeiro tempo). Os gols da partida foram marcados por Flavinho, Zé Luiz, Dr. Paulo Castilho e Wagner.

FOTO: Atual treinador da equipe profissional do XV, Cléber Gaúcho voltou a mostrar sua classe nos gramados do Barão.
 
FOTO: Gatãozinho, ex-jogador do alvinegro e filho do lendário atacante Gatão, também participou da partida.

As comemorações do centenário do XV de Piracicaba prosseguem na próxima sexta feira, dia 25 de outubro, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Personagens da História - Especial Centenário - Nardela

Prosseguindo a série de entrevistas em homenagem ao Centenário do XV de Piracicaba, o Blog Histórias do XV teve o prazer de entrevistar um dos maiores jogadores que vestiram a camisa zebrada.

Reinaldo Antônio Baldesin, o Nardela, nasceu na cidade de Piracicaba em 1º de janeiro de 1958. Ídolo com a camisa zebrada, Nardela também é ídolo da torcida do Joinville Esporte Clube, equipe da cidade em o ex-jogador reside até hoje.

Nardela destacou-se cedo com a camisa do XV, sendo recompensado com convocações para a Seleção Brasileira de base no Torneio de Cannes na França no ano de 1976, e para o Mundial Sub-20 realizado na Tunísia no ano de 1977. O ex-jogador conversou com o Blog Histórias do XV, relembrando seus bons momentos vividos com a camisa zebrada.

FOTO: Nardela em um de seus primeiros registros fotográficos pela equipe profissional do alvinegro.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Como foi sua chegada ao XV e como ocorreu sua estreia no time principal?

NARDELA: Sou natural de Piracicaba, e desde os meus 12 anos comecei a jogar no dente de leite do XV, e na sequência infantil e juvenil, quando com 16 anos comecei a treinar entre os profissionais. A minha estreia no time principal ocorreu em 28 de julho de 1974, quando ainda tinha 16 anos, no Campeonato Paulista daquele ano. Foi num jogo contra a Ponte Preta, no Barão da Serra Negra. Fiquei no banco, e entrei no decorrer do jogo, e vencemos essa partida por 1x0, e eu fui o autor do gol.

NOTA DO BLOG: A estreia de Nardela pelo XV aconteceu em partida válida pelo Torneio de Classificação do Campeonato Paulista de 1974. O XV de Piracicaba não estava bem no torneio e havia conquistado apenas duas vitórias no campeonato (contra São Bento e Portuguesa), mas conseguiu derrubar a Ponte Preta no Barão e de quebra eliminou a equipe de Campinas da fase seguinte. Na partida, Nardela entrou no lugar de Pitanga e marcou seu primeiro gol logo aos 6 minutos da segunda etapa.

FOTO: Imagem do primeiro gol de Nardela com a camisa alvinegra. Na foto, o goleiro Carlos não consegue evitar o gol do jovem estreante.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Dentre todas as partidas que você realizou com a camisa zebrada, qual você considera mais importante?

NARDELA: Um dos jogos mais importantes, senão o mais importante, foi justamente esse contra a Ponte Preta, pois, representou o início de tudo na minha carreira.

FOTO: Nardela recebe o abraço dos companheiros ao marcar o gol da vitória em sua estreia pelo XV.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Mais alguma partida marcou sua passagem pelo XV?

NARDELA: Mais duas partidas marcaram bastante minha passagem pelo XV. O jogo contra o Palmeiras, em 1976, no Campeonato Paulista, que significava praticamente a decisão do título, no qual fomos derrotados, acabando assim, como vice-campeão paulista daquele ano, que na verdade foi como se tivéssemos conquistado um título. Outra partida marcante, foi contra o Flamengo, pelo Brasileiro, jogo este que vencemos, sendo eu o autor do gol, no último minuto da partida.

FOTO: Nardela com a camisa alvingra em 1976, ano em que o XV conquistou o vice-campeonato Paulista.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Como você avalia a importância do XV na sua carreira?

NARDELA: Foi onde tudo começou. Onde as portas se abriram, me proporcionando a oportunidade de construir minha carreira como jogador de futebol. Tenho um carinho especial por esse clube, e uma dívida de gratidão por todos que compunham a diretoria do clube naquela época e por todos os companheiros que me ajudaram na concretização do meu sonho.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Onde você reside e o que faz atualmente?

NARDELA: Resido em Joinville/SC desde agosto de 1980, quando vim jogar no Joinville Esporte Clube – JEC. Sou Assessor Parlamentar, atuando na assessoria do Vereador James Schroeder (PDT). Também atuo como Comentarista Esportivo da Rádio Clube de Joinville.

FOTO: Nardela com a camisa do JEC. O jogador é considerado o maior ídolo da história do clube catarinense.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Deixe um recado para a torcida do XV?

NARDELA: Um clube sem torcida não subsiste. Portanto, que a torcida quinzista prestigie e apoie sempre esse clube tão tradicional do futebol brasileiro, pois, somente dessa maneira, o XV poderá se fortalecer e voltar a ser uma grande força do futebol paulista.


CLUBES EM QUE NARDELA ATUOU:
XV de Piracicaba, Portuguesa de Desportos, Seleção Amadora Brasileira (1976/77), Grêmio Porto Alegrense, Guarani de Campinas, Joinville E.C., Vitória da Bahia, Coritiba, Blumenau/SC, Hercílio Luz/SC e Brusque/SC.

FOTOS: "A História do XV - Parte II" - Delphim F. Rocha Netto.

BLOG HISTÓRIAS DO XV

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Jogos para a História - Inauguração do Moisés Lucarelli: Ponte 0 x 3 XV!

Na semana em que o Estádio Moisés Lucarelli, de propriedade da Ponte Preta, completa 65 anos, o Blog Histórias do XV relembra um dos momentos mais marcantes de sua história.
 
Não, o Blog não virou a casaca e vai falar de algum bom momento vivido pelo time campineiro em seus domínios, mas sim um dos momentos que o alvinegro piracicabano fez a alegria de sua torcida no Estádio de seu mais tradicional rival.
 
No dia 12 de setembro de 1948, a equipe da Ponte Preta finalmente inauguraria seu próprio Estádio. Denominado Moisés Lucarelli, nome de um dos responsáveis pela compra do terreno onde seria construído o estádio da equipe campineira, a Ponte receberia como primeiro visitante um de seus maiores rivais: o XV de Piracicaba.
 
FOTO: Torcida de Campinas chegando para a inauguração do Estádio Moisés Lucarelli, em 1948 (Site Memória do Futebol).
 
Apesar de toda expectativa criada sobre uma possível vitória da equipe campineira na estreia de seu estádio, o alvinegro de Piracicaba é que acabou ficando para a história, com uma importante vitória por 3 x 0. A vitória sobre a Ponte Preta ajudou o XV na busca pelo título e do grupo e posteriormente pelo acesso.

O JOGO

Logo aos 7 minutos da  primeira etapa, o primeiro indicativo de que o dia não era da macaca. Após a marcação de um pênalti favorável a equipe da casa, Gaspar foi para a cobrança e bateu para fora, perdendo a chance de ficar marcado como responsável pelo primeiro gol do Moisés Lucarelli.
 
Com a chance desperdiçada pela Ponte, coube ao jogador Sato, do XV, a honra de marcar o primeiro gol do estádio. Aos 17 minutos, após chute de Picolino e a rebatida do goleiro Serafim, Sato apareceu e encheu o pé para abrir o placar para o XV.
 
FOTO: Sato, o autor do primeiro gol da história do Estádio Moisés Lucarelli!
 
Na sequência, o jogador da Ponte Alcides cortou passe de Picolino com a mão dentro da área: Pênalti para o XV! Gatão, o artilheiro, foi para a cobrança e aumentou a vantagem para o XV.
 
Cinco minutos depois do segundo gol do XV, a Ponte Preta teve a chance de reagir novamente. Após chute de Damião, Idiarte desviou a bola com a mão: Pênalti para o Ponte. Gaiola partiu para a cobrança, mas assim como seu companheiro Gaspar, bateu para fora, com a bola passando ao lado direito da meta defendida por Ari.
 
Ainda no primeiro tempo, aos 41 minutos, Henrique marcou o terceiro gol para o XV, transformando a vitória em goleada, jogando, definitivamente, um balde de água fria na torcida da equipe campineira.
 
O segundo tempo, ao contrário do primeiro, foi de poucas emoções. A equipe da Ponte jogou com um jogador a mais desde os 13 minutos, quando Cardoso foi expulso após entrada forte contra o avante Armandinho, mas não conseguiu furar a barreira XVzista, terminando a partida em 3 x 0 para o XV de Piracicaba.
 
 
FOTO: Linha de defesa do XV, formada por Elias, Ari e Idiarte.
 
TIMES
 
PONTE PRETA - Serafim, Sapatã e Alcides; Nego, Gaspar e Rodrigues; Damião, Gaiola, Vicente, Armandinho e Oliveira;
 
XV DE PIRACICABA - Ari, Elias, Idiarte; Cardoso, Strauss e Adolfinho; De Maria, Sato, Picolino, Gatão e Henrique;
 
FOTOS E INFORMAÇÕES: "A História do XV - Parte II", de Delphim F. Rocha Netto.
RENDA: Cr$ 57.730,00.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Personagens da História - "Especial Centenário" - Zé Luiz

Continuando com a série de entrevistas em homenagem ao centenário do alvinegro mais famoso do interior, o Blog Histórias do XV entrevistou um dos grandes jogadores que já vestiram a camisa zebrada.
 
Nascido em Santos, em 19 de junho de 1955, José Luiz Glória Fernandes, o Zé Luiz, jogou em grandes equipes como o Guarani, ao lado de jogadores como Careca, Zenon e Renato, Pinheiros do Paraná (hoje Paraná Futebol Clube) e Portuguesa Santista, mas ficou marcado por sua passagem pelo XV de Piracicaba. No XV,  Zé Luiz ficou marcado pelos gols importantes que marcou contra grandes equipes, como Guarani, Corinthians e Grêmio, os quais foram relembrados na conversa com o Blog Histórias do XV.
 
FOTO: Zé Luiz em sua passagem pelo XV de Piracicaba (Histórias do XV - Rocha Netto).
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV: Como você chegou ao XV e como foi sua estreia no time principal?

ZÉ LUIZ: Cheguei ao  XV de Piracicaba em agosto de 1978, após disputar o Campeonato Brasileiro de 1977 pelo Guarani de Campinas e de 1978 pelo D. Bosco de Cuiabá. O XV foi até a cidade de Santos e comprou meu passe, que pertencia à Portuguesa Santista.
 
FOTO: Zé Luiz em sua estreia em Piracicaba contra a equipe do Guarani (Histórias do XV - Rocha Netto).

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Qual foi o jogo mais importante que você se recorda com a camisa do XV?     
ZÉ LUIZ: Um dos jogos mais importante foi a minha estreia na cidade de Piracicaba. A partida era contra nada mais nada menos que o Campeão Brasileiro de 1978, o Guarani de Campinas, de Zenon, Careca, entre outros. Ganhamos de 2 x 1, um gol meu e outro do Nardela.
Fiz uma grande partida que me rendeu uma linda reportagem no Jornal de Piracicaba, com a seguinte manchete: "NA VITÓRIA SOBRE O GUARANI, SURGIU UM NOVO ÍDOLO: ZÉ LUIZ".

FOTO: Reportagem apresentada por Jornal da cidade de Piracicaba após a vitória do XV sobre o Guarani.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Mais alguma partida marcou sua passagem pelo XV?
ZÉ LUIZ: Outra partida inesquecível aconteceu quando decidimos a nossa vaga no Campeonato Brasileiro de 1979, em Piracicaba, contra a equipe do Santa Cruz de Recife. Nossa chave era formada por XV, Grêmio, Flamengo, Londrina, Bahia, Nautico, Santa Cruz e Gama (DF).
Ganhamos a partida de 2 x 1 do Santa Cruz e nos classificamos para a fase final do Campeonato Brasileiro. Nesse jogo fiz um gol e uma atuação de gala. No grupo, classificaram XV e Flamengo, eliminando Grêmio e Bahia. Naquele ano, ficamos em 8º lugar.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Qual é o gol que você marcou que não sai de sua memória?
ZÉ LUIZ: Um gol marcante foi aquele marcado contra o Grêmio, em 1979, quando vencemos por 3 x 0. Tenho foto desse gol até hoje!

FOTO: Imagem do gol marcado por Zé Luiz sobre o Grêmio, na inesquecível vitória do XV por 3 x 0.
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV: Como você avalia a importância do XV na sua carreira?
ZÉ LUIZ: O XV foi muito importante em minha carreira. Foram os meus melhores anos como atleta profissional de futebol, assim como em minha vida pessoal, pois em Piracicaba que construí minha família. Sou casado com Miriam Caetanelli, uma filha da terra, e temos um filho: Bruno Caetanelli, hoje com 23 anos de idade que, com muito orgulho, segui a profissão do pai (Professor de Educação Física).

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Deixe um recado para a torcida do XV.
ZÉ LUIZ:  O recado que deixo é que nunca deixem de acreditar no XV de Piracicaba. Esse clube é de muita tradição no cenário brasileiro. Sua camisa tem muito peso e respeito. Tive a honra, o orgulho e o prazer de vestir essa camisa.
No ano passado, a equipe master do XV jogou no Barão contra o master do São Paulo e fui convidado para esse jogo. Confesso a vocês que me emocionei ao adentrar novamente no Barão, palco de muitas jornadas inesquecíveis. Joguei mais de 14 times em toda a minha carreira, mas nenhum foi tão especial quanto o XV de Piracicaba. Amo esse time de coração.

Atualmente, Zé Luiz é Professor de Educação Física e trabalha em sua cidade natal, Santos, como responsável pela Escola Meninos da Vila.

FOTO: Zé Luiz em partida disputada pela equipe de veteranos do XV de Piracicaba.

BLOG HISTÓRIAS DO XV

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Personagens da História - Cardeal

Na última sexta-feira, 16/08/2013, o Barão da Serra Negra recebeu uma ilustre visita. Trata-se do ex-jogador Antônio dos Santos, o Cardeal, que foi convidado pela Comissão de Arquivo e Memória do XV de Piracicaba para dar o pontapé inicial da partida entre XV de Piracicaba e Comercial. Cardeal foi ponta direita do XV de Piracicaba nas décadas de 30 e 40, sendo um dos grandes destaques das conquistas de 1947 e 1948.

FOTO: Cardeal dando o pontapé inicial da partida entre XV de Piracicaba e Comercial (Acervo Histórias do XV).

Aproveitando a visita de Cardeal ao Barão, a série "Personagens da História" homenageia o jogador, um dos mais importantes da História do nosso Alvinegro.

CARDEAL

Antônio dos Santos, o Cardeal, começou sua trajetória no XV em 1938, quando ingressou no alvinegro piracicabano na equipe infantil. Após passar pela equipe juvenil e pelo segundo quadro, Cardeal deixou o XV de Piracicaba para atuar pelo Clube Atlético Piracicabano. A mudança de clube teve uma razão: o amor de uma mulher, chamada Mercedes, que frequentava o clube.

Após passar ainda por Sucreire e Sorocabana, Cardeal retornou ao XV em 1945, para, mais tarde, fazer parte de uma das maiores equipes da história do interior de São Paulo, bicampeã do interior nos anos de 1947 e 1948.

FOTO: Cardeal em campo pelo XV (Site Oficial XV).
 
Em entrevista ao site oficial do XV, Cardeal relembrou que assistia os jogos do XV já na infância. No entanto, fazia as vezes de gandula para conseguir assistir as partidas:  “No antigo campo do XV, a bola ia com frequência para fora do estádio, então nós corríamos atrás para pegar, pois no jogo só tinha duas bolas e não podia perder”, recordou.
 
Com as boas atuações, Cardeal recebeu diversas propostas de equipes do interior e da capital para deixar o XV. "O técnico argentino Gregório Soarez gostava muito de mim e sempre me chamava, mas nunca fui, pois não queria sair da cidade. Tive propostas do Guarani e do São Paulo Railway (hoje Nacional) entre outros”, afirmou.
 
Cardeal considera como um dos momentos mais marcantes de sua passagem pelo alvinegro piracicabano um gol marcado contra o Guarani. A partida que não sai da memória de Cardeal foi realizada no dia 14 de novembro de 1948 e garantiu o título da Série Preta da Segunda Divisão do Campeonato Paulista com 3 rodadas de antecedência para o XV.

FOTO: Gol marcado por Cardeal no empate do XV com o Guarani na cidade de Campinas em 1948 (Site Oficial do XV).
 
Ainda na entrevista concedida para o site do XV, Cardeal deixou um recado para a torcida do nosso alvinegro:  “Desejo ao XV muito sucesso em 2013. Estarei acompanhando cada lance dos jogos. Parabéns pelos 99 anos e fico muito orgulhoso de fazer parte desta história”.
 
Ao longo de 6 anos atuando pelo XV (entre 1938-1939 e 1945-1948), Cardeal marcou  a expressiva marca de 57 gols.

FOTO: Cardeal, 92 anos, em sua entrevista ao Site Oficial do XV de Piracicaba.
 
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