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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Como nasceu o XV de Piracicaba

O “Esporte Clube XV de Novembro”, surgiu no cenário esportivo da cidade no segundo semestre de 1913, como resultante da fusão do “Esporte Clube Vergueirense” e do “Esporte Clube 12 de Outubro”. Nenhum dos dois clubes citados anteriormente podia ser chamado de clube, propriamente dito, uma vez que nem um e nem outro possuíam diretoria, quadro de associados definitivos e estatutos regimentais necessários.

  • Vergueirense – Era “propriedade” dos irmão Pousa e seus parentes, residente à Rua do Vergueiro e que aceitavam a colaboração de seus vizinhos daquela rua para terem o número necessário de pessoas para organizar os treinos e jogos.
  •  12 de Outubro – O clube pertencia aos irmão Guerrini, residente então, na rua Santo Antônio, e treinavam onde hoje o XV tem o seu estádio.
 
Como “Vergueirense” e “12 de Outubro” eram amigos e também tinham inimigos em comum e como sozinhos não podiam viver mais, resolveram um dia fazer a fusão, organizando-se como um clube de verdade, com associados, diretoria e um estatuto.
Acontece, porém que ambas as equipes queriam manter o nome de suas respectivas agremiações. Houveram discussões sérias, várias sugestões, até que afinal, sendo consultado o então cirurgião dentista e Capitão da Guarda Nacional, Cap. Carlos Wingeter(foto), candidato de ambas as partes à presidência do XV, este alvitrou o Esporte Clube XV de Novembro.
Contam os descendentes do Cap. Carlos Wingeter que ele gastou tudo o que tinha em benefício do XV e que foi ele que doou ao clube o campo de futebol da rua regente. O que realmente se sabe é que ele arrendou o campo de 1915 até quando o campo foi adquirido pela diretoria do XV em 1918.

Foto: Cap. Carlos Wingeter, 1° Presidente do Glorioso Esporte Clube XV de Novembro
Fonte: "O Diário 2: A história do XV", Rocha Netto, Piracicaba, 10 de Fevereiro de 1980

domingo, 21 de dezembro de 2008

Série B de 1998

Começamos com a campanha da ótima equipe formada pelo XV para o Brasileiro da Série B do Brasileiro de 1998. O destaque dessa equipe foi Gauchinho, artilheiro do campeonato com 13 gols, que logo depois se transferiu para a equipe paraguaia do Cerro Portenho, que disputou inclusive a Taça Libertadores da América. 

Primeira Fase: O alvinegro estava no grupo C, junto com: Ceará, Tuna Luso, Gama, Bahia e Americano. O XV terminou esta fase com 24 pontos, 9 a mais que o segundo colocado, o Ceará, o que demonstra a superioridade demonstrada pelo XV no ínicio da competição.

Segunda Fase: O XV como vencedor do grupo C, enfrentou o quarto colocado do grupo B. O duelo de "melhor de 3 partidas" foi contra o Vila Nova (GO). A primeira partida no Serra Dourada teve como vencedor a equipe da casa por 1 x 0. A segunda partida, no Barão com um público de mais de 10.000 pessoas, o XV segurou o empate por 0 x 0 forçando assim um terceiro jogo a ser realizado tbm no barão. No terceiro jogo o XV venceu por 2 x 0, sob a visão de um público maior que 11.000 pessoas, os gols foram marcados por Gauchinho. O XV, desta forma, se classificou par a terceira e penúltima fase, disputando assim o Grupo M.

Terceira Fase: O XV estava no Grupo M juntamente com Gama, Desportiva e Criciúma. O XV somou 7 pontos, com 2 vitórias: 1 x 0 contra o Gama (Gol de Caio Júnior) e 4 x 3 contra a Desportiva (Gols de Gauchino 2 x, Caio Júnior e Rogerinho), ambas as partidas no Barão. Empatou 1 vez contra Criciúma, no jogo decisivo, que poderia levar o XV à proxima fase com uma vitória, porém ambas as equipes "morreram abraçadas", resultado de 1 x 1, dando as vagas ao Gama e à Desportiva. Nesta última partida do XV, no Barão, o gol foi do artilheiro do campeonato com 13 gols, Gauchinho.

No total o XV disputou 19 jogos, com 11 vitórias, 2 empates e 6 derrotas . O alvinegro marcou 33 gols, 13 dels marcados pelo artilheiro do campeonato, Gauchinho, e sofreu 21 gos, ficando com um saldo positivo de 12 gols


De Pé: Alencar, Leandro Silva , Sandro, Zé Carlos, Cuca e Wagner
Agaixados: Daniel Frasson, Rogerinho, Caio Jr, Deyves e Gauchinho