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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Personagem do Mês - 10/2011- Aílton Luiz

Aproveitando a homenagem do Blog Histórias do XV para a equipe que conquistou o título da Série A2 do ano de 1983, o Blog homenageia hoje um dos bons zagueiros que vestiram a camisa zebrada: Aílton Luiz.

Aílton Luiz Bertan, ou simplesmente Aílton Luiz, nasceu na cidade de Vinhedo em 22 de junho de 1958.

Aílton começou a carreira nas categorias na equipe da Ponte Preta de Campinas. Após seis anos atuando pelas categorias de base da equipe campineira, Aílton Luiz se transferiu e profissionalizou-se pela equipe do Velo Clube, de Rio Claro, que estreiava na divisão de elite do Campeonato Paulista naquele ano.

Após sair do Velo Clube, Aílton passou pelas equipes do Santos e da Francana, chegando finalmente ao XV.


Na equipe do XV, Aílton Luiz ficou marcado como zagueiro que fez parte da equipe titular que conquistou o título da Série A2 no ano de 1983.

FOTO: Aílton Luiz marca o jogador Dicão, do Bandeirante de Birigui, na partida que rendeu o acesso e o título para o XV no Campeonato Paulista da Série A2 de 1983.

Antes do título, Aílton Luiz fez parte da equipe que conquistou o vice-campeonato da mesma Série A2 no ano de 1981.

Foto: Time Vice-Campeão Paulista da Série A2 em 1981.
Em pé: Jair dos Santos (Médico), Alã, China, AILTON LUIZ, Vadinho, Pizzelli e Alcir.
Agachados: Serginho, Zezinho, Oriel, Rogério, Brandão e Baiano (Massagista).

Após deixar o XV, Aílton Luiz ainda passou por Internacional de Limeira, Rio Branco de Americana e Associação Esportiva Araçatuba, onde encerrou sua carreira no ano de 1991, quando tinha 33 anos de idade.

Nas últimas informações obtidas, o ex-jogador, formado em Educação Física, trabalhava na Secretaria de Esportes e Lazer do município de Vinhedo, sua terra natal, exercendo a função de treinador dos times sub-16, sub-18 e sub-21 da cidade.

"O que mais me marcou no futebol foram os três títulos de acesso que ganhei por XV de Piracicaba, Rio Branco e Araçatuba. Mas uma passagem que ocorreu no XV foi especial por ter convivido com Dadá Maravilha. Naquele tempo, ele estava sem carro e cumpria o trajeto de quase cinco quilômetros do hotel até o local de treinamento a pé. É um cara excepcional". Aílton Luiz

INFORMAÇÕES: Site Terceiro Tempo.
FOTOS: Site Terceiro Tempo, João Luís Almeida e Dinival Tibério.

BLOG HISTÓRIAS DO XV

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

XV Campeão Paulista Série A2 1983 - Quadrangular Final

Após grandes vitórias contra a equipe do União Agrícola Barbarense, o XV de Piracicaba chegou ao tão sonhado quadrangular final, para enfrentar as equipes do Nacional A.C (vencedor do Grupo Preto), E.C Noroeste (vencedor do Grupo Amarelo) e Bandeirante E.C (vencedor do Grupo Vermelho).


O XV começou sua campanha no Estádio Barão da Serra Negra, contra a equipe do Nacional, considerada, na época, segundo time de grande parte dos paulistanos.

XV de Piracicaba 2 x 0 Nacional

Na partida que deu início ao sonho do acesso para o XV, em 13 de novembro de 1983, a equipe do Nacional da capital visitou o Barão de Serra Negra.
Logo aos 5 minutos do 1º tempo, o jogador Brandão recebeu próximo da área e rolou a bola para Lima que, de longe, bateu na bola com rara felicidade, abrindo o placar para o XV.
No segundo tempo, novamente com bela assistência de Brandão, Pianelli recebeu na entrada da área e chutou no canto, para garantir os 3 primeiros pontos do quadrangular final para o XV. Assim foi dado o primeiro passo para o acesso!

Bandeirante 1 x 2 XV de Piracicaba

Em 15 de novembro de 1993, buscando se aproximar do acesso, o XV de Piracicaba viajou até a cidade de Birigui para enfrentar a boa equipe do Bandeiramte E.C.
Após um primeiro tempo sem gols, foi a equipe da casa saiu na frente. Aos 22 minutos, após cruzamento de Paulo César, Dicão cabeceou para o fundo das redes do XV, abrindo o placar para o Bandeirante.
No entanto, 3 minutos depois do gol da equipe da casa, o XV conseguiu o empate. Em escanteio cobrado por Gilberto, Lima subiu mais que a zaga da equipe da casa e mandou para o fundo do gol.
Aos 32 minutos do segundo tempo, o XV conseguiu a virada. Após roubada de bola de Chicão na intermediária, Vadinho recebeu e bateu no ângulo do goleiro Fernando, marcando um golaço para o XV, deixando o alvinegro cada vez mais perto do acesso.

Noroeste 1 x 1 XV de Piracicaba

Jogando na cidade de Bauru, em 20 de novembro de 1983, o XV saiu na frente com Lima, que recebeu na frente e a bateu na saída do goleiro do Noroeste. Com a vitória o XV ficaria muito próximo do acesso já na primeira partida do returno, contra o próprio Noroeste, no Barão de Serra Negra.
Ficando muito próximo do acesso, o XV foi mais uma vez prejudicado pela arbitragem de Ulisses Tavares da Silva, que marcou um penalti inexistente em favor da equipe de Bauru. Genildo foi para a cobrança e empatou a partida, conseguindo tirar os primeiros pontos do XV no quadrangular final.

XV de Piracicaba 1 x 0 Noroeste

Já em 27 de novembro de 1983, após um jogo com muita cera por parte da equipe do Noroeste, aos 49 minutos da segunda etapa, Lima recebeu cruzamento na área e cabeceou para o fundo das redes, fazendo a alegria da torcida do XV que lotou o Barão da Serra Negra.
A vitória do XV encheu de confiança a torcida Piracicabana, que prometeu comparecer em peso novamente para a partida contra o Bandeirante de Birigui, que poderia marcar não só a volta da equipe para a divisão de elite do futebol paulista, mas também o tetracampeonato para a equipe alvinegra.

XV 3 x 2 Bandeirante E.C – O jogo do título!



O dia 30 de novembro de 193 ficará marcado para sempre na memória da torcidade alvinegra. O XV de Piracicaba entrou em campo contra o Bandeirante sob o olhar de 15.241 pagantes, para um renda de 18.800 cruzeiros, recorde de público;
Na primeira etapa, empurrado pela torcida, o XV conseguiu abrir o placar. Carlucio disparou pela ponta direita e cruzou, a bola ganhou uma curva surpreendente e morreu no fundo do gol do goleiro Fernando.
O Bandeirante, sabendo que a vitória daria o título ao XV foi pra cima. Após cruzamento na área, Dicão dominou e bateu no canto do goleiro Pianeli, empatando para a equipe visitante.
O XV ainda teve um gol anulado pelo árbitro, que viu toque de mão do jogador do XV no lance abaixo:


No segundo tempo, o XV conseguiu ficar em vantagem novamente. Após cobrança de lateral, Lima subiu mais que a defesa e cabeceou para o fundo das redes.
Aos 40 minutos do segundo tempo, para garantir o título alvinegro, em um contra-ataque, Brandão lançou Chicão, que ao perceber a saída do goleiro Fernando tocou de cobertura, fazendo mais um golaço para o XV.


Após o gol, a euforia tomou conta da torcida do XV. Vários torcedores acabaram invadindo o gramado, gerando grande confusão com os jogadores do Bandeirante, que covardemente agrediram o torcedor do XV, que foi atendido pelos médicos presentes no local.


Apesar da festa da torcida alvinegra, o Bandeirante ainda conseguiu descontar. Paulo César recebeu em posição ao menos duvidosa e colocou para o fundo do gol. O gol foi confirmado pela arbitragem, mas não mudou o destino do XV, que garantiu o tetracampeonato da Série A2 do Campeonato Paulista e o acesso à divisão de elite.



Em 1º de dezembro de 1983, um dos jornais mais importantes do Brasil, a Folha de São Paulo, destaca em seu caderno esportivo a volta do XV de Piracicaba à 1ª divisão. O destaque ficou por conta da dedicatória que os jogadores fizeram ao ex-presidente do alvinegro Romeu Ítalo Rípoli, que havia falecido pouco tempo antes do acesso alvinegro. Segundo informou o Jornal, o atacante Paulinho do Bandeirante, já nos vestiários, reconheceu a superioridade alvinegra: "O XV é um time muito superior. Mereceu o título. Acho que só ele reuniu os méritos" afirmou o atacante da equipe rival.

Por fim, o jornal destacou a ótima campanha da equipe, que, em 43 jogos, venceu 33, empatou 8 e perdeu somente 4. O XV marcou 82 gols e sofreu 24, dados que demonstram a superioridade do time no campeonato.

Por fim, com o acesso e o título já garantido, o XV de Piracicaba viajou até a cidade de São Paulo para enfrentar a equipe do Nacional. Tendo em vista a conquista de todos os objetivos, o XV mandou para o campo uma equipe de reservas, que saíram derrotados pelo placar de 4 x 0. No entanto, a derrota nada mudou no destino do XV, que já havia conquistado o acesso e o título no jogo anterior.

FOTOS: Acervo Pessoal de João Luís Almeida.

INFORMAÇÕES: João Luís Almeida e Bruno De Luca.

BLOG HISTÓRIAS DO XV.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

XV Campeão Paulista Série A2 1983 - 1ª Fase

O Blog Histórias do XV lança hoje uma comemoração para relembrar os três últimos títulos do XV de Piracicaba na Série A2 do Campeonato Paulista.

Para dar início à volta do XV para a elite do futebol paulista no ano de 2012, lembraremos toda a campanha da conquista do título de 1983, começando pela 1ª fase do campeonato.

Método de Disputa da 1ª Fase

A primeira fase da Série A2 foi divida em 4 grupos de 13 equipes em cada. Os grupos denominados Branco, Preto, Amarelo e Vermelho. A disputa consistia em dois turnos, em que classificavam-se os oito primeiros de cada turno para um octogonal, que decidiria o campeão do turno, que enfrentaria o campeão do outro turno na busca pela vaga na 2ª fase.

Campanha do XV no 1º Turno da 1ª Fase:
XV 1x0 Velo Clube (Piracicaba)
XV 0x0 União Agrícola (Piracicaba)
XV 2x0 Lemense (Leme)
XV 5x0 Rio Claro (Piracicaba)
XV 2x0 Guaçuano (Piracicaba)
XV 0x0 Independente (Limeira)
XV 2x2 União São João (Araras)
XV 2x0 Rio Branco (Americana)
XV 2x1 Amparo (Amparo)
XV 2x1 Mogi Mirim (Piracicaba)
XV 0x0 Primavera (Indaiatuba)
XV 4x0 Pinhalense (Piracicaba)

Após 8 vitórias em 12 jogos, o XV de Piracicaba garantiu presença no octogonal que decidiria o campeão do primeiro turno.

Octogonal do 1° TurnoXV 1x0 Mogi Mirim (Moji Mirim)
XV 1x2 Rio Branco (Americana)
XV 3x1 Primavera (Piracicaba)
XV 2x0 Rio Branco (Piracicaba)
XV 2x0 Primavera (Indaiatuba)
XV 1x2 Mogi Mirim (Piracicaba)

Apesar da boa campanha na primeira fase, o XV de Piracicaba ficou de fora da decisão do turno. O turno foi decidido entre Mogi Mirim e União Barbarense, com a equipe da cidade de santa Bárbara D'Oeste conseguindo levar a melhor, ficando muito próximo da disputa do acesso.

Campanha do XV no 2º Turno da 1ª Fase:
XV 3x0 Lemense (Piracicaba)
XV 0x1 Velo Clube (Rio Claro)
XV 2x1 Amparo (Piracicaba)
XV 2x1 Mogi Mirim (Mogi Mirim)
XV 2x1 Rio Branco (Americana)
XV 3x1 União São João (Piracicaba)
XV 1x0 União Barbarense (S.Bárbara)
XV 3x0 Rio Claro (Piracicaba)
XV 0x0 Guaçuano (Moji Guaçú)
XV 1x1 Primavera (Piracicaba)
XV 3x1 Pinhalense (Pinhal)
XV 3x1 Independente (Piracicaba)

Conseguindo uma campanha melhor que no 1º turno, o XV de Piracicaba conseguiu 9 vitórias em 12 jogos, credenciando-se novamente para disputa do octogonal final do segundo turno.

Octogonal 2° Turno
XV 0x1 União Barbarense (S.Bárbara)
XV 3x1 Mogi Mirim (Piracicaba)
XV 0x0 União São João (Araras)
XV 1x0 União São João (Piracicaba)
XV 3x0 Mogi Mirim (Moji Mirim)
XV 2x1 União Barbarense (Piracicaba)

Após fazer sua parte no octogonal do segundo turno, o XV de Piracicaba enfrentou a equipe do Rio Branco na decisão do segundo turno.

XV de Piracicaba X Rio BrancoJogo 1 - Na primeira partida, com gols de Gilberto aos 45 do 1º tempo, Tim e Serginho no 2º tempo, o XV de Piracicaba derrotou o Rio Branco, na cidade de Americana, por 3 x 0, garantindo boa vantagem para o jogo de volta.



Imagens: "Jornal do Jogo", retratando a importância do jogo para o XV, que precisava somente do empate no Barão para garantir a classificação para a final do Grupo Branco.

Jogo 2 - No jogo de volta no Barão de Serra Negra, marcado pela impressionante chuva que atingiu a cidade de Piracicaba antes da partida, o Rio Branco é que saiu na frente com um gol de Zito cobrando falta. No segundo tempo, também de falta, Lima empatou a partida. No final do segundo tempo, Paulo Cardoso marcou para o XV, garantindo a presença do time piracicabano na final do Grupo Branco.

Com as vitórias o XV de Piracicaba sagrou-se campeão do segundo turno do Grupo Branco, credenciando-se para a disputa da final do Grupo contra o União Barbarense, campeão do 1º Turno, em uma disputa de 3 partidas. No entanto, sequer foi necessária a terceira partida para a classificação do alvinegro Piracicabano.

XV de Piracicaba X União Barbarense
Jogo 1 -
No primeiro jogo, realizado na cidade de Santa Bárbara D'Oeste, o XV saiu na frente com gol de Gilberto, aos 27 minutos do 1º tempo. Após o empate do União Barbarense aos 22 do 2º tempo, o XV conseguiu marcar o gol da vitória com Pianelli.

Jogo 2 – Com a vitória na primeira partida, o XV de Piracicaba dependia de uma vitória para garantir presença no quadrangular final da Série A2 de 1983. Jogando diante de sua fanática torcida, a equipe do XV não decepcionou. Batendo falta na entrada da área, Pianelli colocou a equipe do XV em vantagem logo aos 13 minutos. Aos 28 do segundo tempo Gilberto garantiu a vaga no quadrangular final para o XV, fazendo a alegria da torcida Piracicabana que lotou o Barão da Serra Negra.

Após a excelente vitória sobre a equipe da cidade vizinha de Santa Bárbara, o XV de Piracicaba garantiu sua vaga no quadrangular final, para enfrentar as equipes do Nacional A.C (vencedor do Grupo Preto), E.C Noroeste (vencedor do Grupo Amarelo) e Bandeirante E.C (vencedor do Grupo Vermelho).


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