Confira mais sobre o XV!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O dia em que o Guarani abandonou o gramado e perdeu!

No dia 27 de abril de 1924, o XV de Piracicaba recebeu em seus domínios a equipe do Guarani F.C, de Campinas, para disputa de uma partida amistosa.

A partida amistosa realizada no Campo da Rua Regente Feijó acabou com um fato inusitado: O Guarani abandonou o campo após a marcação de um pênalti a favor do XV, dando a vitória para o XV.
O JOGO: O primeiro gol da partida foi para a equipe de Campinas e, curiosamente, em uma cobrança de pênalti. A falta foi cometida por Rochele, dando a oportunidade para o Guarani abrir o placar. Nerino foi o responsável pela cobrança e bateu sem chances para o goleiro Tonico, abrindo o placar para a equipe de Campinas.

O XV não se abalou com o gol sofrido. Dez minutos após ter sofrido o primeiro gol, Marcondes bateu e marcou para o XV. No entanto, no segundo tempo o Guarani voltaria a ficar na frente do placar. Zequinha chutou de longe, a bola passou no meio das pernas do goleiro Tonico, e balançou as redes do alvinegro.

Apesar das dificuldades , o XV teve nova oportunidade de ficar na frente do placar, após a marcação de uma penalidade máxima para o XV. A marcação do pênalti revoltou os jogadores da equipe de Campinas. Após o "choro" dos jogadores da equipe do Guarani, o capitão do XV, Nardini, pegou a bola e bateu propositadamente para fora, sendo ovacionado pela torcida do XV, dando continuidade ao amistoso.

Todavia, faltando 10 minutos para o final do jogo, Joca, defensor do Bugre, colocou a mão na bola, fazendo com que Carlos Negri marcasse novo pênalti para a equipe de Piracicaba. A equipe de Campinas ficou novamente revoltada com a arbitragem e, em uma atitude anti-desportiva, deixou o gramado quando Pelegrino já se preparava para cobrar o pênalti.

FOTO: Fernando Pelegrino, que sequer precisou cobrar a penalidade para empatar a partida.

Sem possibilidade de continuar a partida, o Juiz encerrou a partida, dando como resultado final 2 x 2. O placar final foi o que menos importou foi o resultado, ficando a data marcada apenas pelo triste fato do abandono de campo dos jogadores do Guarani.

FICHA TÉCNICA

XV DE PIRACICABA 2 x 2 GUARANI (ABANDONO)

XV de PIRACICABA
Tonico, Mônaco e Aquiles; Chico Rochelle, Beppe Thomazielo e Nardini; Martinho, Pereira, Marcondes, Alemão e Pelegrino.

GUARANI
Hugo, Joca e Angelino; Adolfo, Tavares e Joaquim; Nicolau, Zequinha, Barbarena, Nerino e Pilla.

FOTOS E INFORMAÇÕES: "A HISTÓRIA DO XV - PARTE I" - Delphim F. Rocha Netto (Acervo Pessoal).

BLOG HISTÓRIAS DO XV

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Personagem do Mês - 02/2012 - Moisés Egert

O Personagem do mês não poderia ser outro. Após exatos dois anos no efetivo comando do XV de Piracicaba, o treinador Moisés Egert anunciou, na última segunda-feira, seu desligamento do clube.

A saída de Moisés aconteceu após a derrota da equipe do XV para a Catanduvense, até então lanterna do Campeonato Paulista.

Apesar da campanha ruim no ano de 2012, a passagem de Moisés pelo XV ficará marcada pelos excelentes resultados obtidos: Acesso da Série A3 e A2 e título de Campeão Paulista da Série A2.

Para homenagear o maior destaque do XV nos últimos dois anos, o Blog Histórias do XV faz uma homenagem ao treinador.

Moisés, como jogador, autuou pelas seguintes equipes: Juventude-RS, Esportivo-RS, Chapecoense-SC, Paraná, XV de Piracicaba, União Barbarense, XV de Jaú, Monte Azul e Internacional de Limeira. A boa carreira de Moisés como jogador foi interrompida de forma breve, aos 30 anos, em 2007, em virtude de uma séria lesão no joelho, denominada como condromalácia femoral-patelar.
Foto: Moisés atuando pela Internacional de Limera.

Após abandonar o futebol dentro das quatro linhas, Moisés Egert iniciou seu trabalho fora dos campos como auxiliar técnico da equipe do XV de Piracicaba. Sua primeira oportunidade de trabalho como treinador surgiu em 14/10/2009, após o pedido de demissão do então treinador Lelo, na Copa Paulista. Lelo se desentendeu com a Diretoria pois não aceitou a atitude de liberar atletas do time profissional para os Jogos Abertos do Interior.

Naquele momento, o XV somava somente 2 pontos em 3 jogos pela segunda-fase da Copa Paulista, correndo sério risco de eliminação. Apesar de estrear com uma derrota contra o Sertãozinho, Moisés conduziu o XV à boas vitórias contra Grêmio Osasco e Atlético de Sorocaba, levando o XV à fase quartas de final do campeonato. A equipe foi eliminada após boas atuações contra Mogi Mirim.

Apesar do bom desempenho no comando da equipe, a Diretoria do XV anunciou a contratação de Nei Silva para assumir o comando da equipe na Série-A3 de 2010.
Foto: Moisés, então auxiliar técnico, ao lado do treinador Nei Silva.


Sob o comando de Neio Silva, o XV iniciou o campeonato de forma bastante abaixo do esperado, somando apenas um ponto em quatro jogos disputados. Diante da péssima campanha, Nei Silva foi demitido do cargo, fazendo com que Moisés Egert assumisse mais uma vez o XV de forma interina.
O primeiro grande desafio de Moisés foi contra o Taubaté, diante da torcida no Estádio Barão de Serra Negra. Após um jogo muito difícil, com um gol de Alex Neguitão, que havia entrado ao longo do jogo, a equipe do XV venceu a primeira, dando início à vitoriosa campanha de Moisés no comando do XV.

Após mais uma série negativa, Moisés Egert correu sérios riscos de deixar o comando técnico da equipe novamente. No entanto, após uma vitória de 2 x 0 contra o Araçatuba, na casa do adversário, Moisés ganhou a confiança da torcida, sendo mantido de forma definitiva no cargo.
Após bons jogos, o técnico Moisés Egert brilhou pela primeira vez no comando do XV, conduzindo a equipe no acesso para a Série A2, após o épico empate contra o Comercial, que ficou conhecido como “Batalha de Ribeirão”.

Já pela Copa Paulista, Moisés Egert conduziu a equipe do XV a mais uma boa campanha. No entanto, sem muitos reforços, a equipe foi eliminada nas quartas de final, após uma derrota vexatória contra o Linense, por 5 x 0 na casa do adversário e uma vitória espetacular por 3 x 0 no Estádio Barão de Serra Negra, com grande atuação de Paulinho, que não foi suficiente para evitar a eliminação.

O ano de 2011 começou com muitas críticas à equipe treinada por Moisés Egert. Após um empate sem gols na estreia contra o PAEC, sem a presença de muitos dos reforços esperados pela torcida, parte dos torcedores que acompanharam a primeira partida afirmaram que a equipe teria que lutar muito para não voltar para a Série A3.

As afirmações absurdas de alguns duraram pouco tempo. Na segunda partida a equipe comandada por Moisés demonstrou que, ao contrário do imaginado antes, iria lutar pelo acesso, vencendo o São José por 4 x 1, na casa do adversário, que havia goleado o Rio Branco por 5 x 0 em Americana.

Depois de uma excelente primeira fase, o XV foi para a fase decisiva como favorito para conseguir o acesso. No entanto, os fracassos de anos anteriores ainda não deixavam o torcedor do XV tranquilo.

Contra todas as desconfianças, Moisés demonstrou mais uma vez sua capacidade. Conduziu o XV ao acesso com uma rodada de antecedência, goleando a equipe do Monte Azul, no estádio do adversário, por 4 x 1. Após o acesso a equipe foi recebida com muita festa pela torcida, que ovacionou o técnico Moisés, grande responsável pelo retorno do XV à elite do futebol paulista após 16 anos.
Se não bastasse a conquista do acesso, Moisés conseguiu o primeiro título de sua carreira como técnico. Após uma partida muito disputada contra o Guarani no Estádio Barão de Serra Negra, o XV conseguiu o título nos pênaltis, levando ao delírio os quase 20 mil torcedores que lotaram o Barão.

Já pela Copa Paulista, a campanha do XV não foi das melhores. Após a classificação na primeira fase, o XV acabou sendo eliminado na segunda fase, após derrota para o equipe do Comercial em Ribeirão Preto. A eliminação não foi motivo de grandes tristezas pelo lado do Barão, já que o time do XV teria mais tempo para se preparar para o ano de 2012.

Foto: Moisés já como treinador do XV!

Com toda confiança da torcida e da Diretoria em seu trabalho, Moisés Egert foi mantido no cargo para a volta do alvinegro à primeira divisão do Futebol Paulista.
No entanto, após muita expectativa, o retorno tão esperado do XV para a elite do futebol paulista não foi como os piracicabanos esperavam. Sem nenhum dos principais reforços almejados pelo treinador, a equipe não conseguiu iniciar o campeonato da forma esperada.
Após um bom empate contra a equipe do Santos no Barão, a equipe do XV não conseguiu bons resultados no campeonato. Com apenas 5 pontos em 7 jogos disputados, a Diretoria do XV, após a derrota para a Catanduvense no último domingo, aceitou o pedido de demissão de Moisés Egert que encerrou sua vitoriosa passagem pelo XV, com 101 jogos, com 47 vitórias, 32 empates e 22 derrotas.
A torcida do XV agradece ao treinador Moisés Egert pelos 2 anos de dedicação ao XV de Piracicaba como treinador da equipe. Apesar de sua saída, todos os torcedores tem certeza de que esse não foi um ADEUS, mas apenas um ATÉ LOGO!

Blog Histórias do XV

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

XV x Palmeiras - A primeira partida: 1922

Na semana em que XV de Piracicaba e Palmeiras voltam a se enfrentar em partida válida pelo Campeonato Paulista da Série A1 de 2012, o blog Histórias do XV foi em buscar da primeira partida entre as equipes.

Após pesquisas nos arquivos, encontramos a primeira partida entre as equipes. No dia 22 de outubro de 1922, a equipe do Palestra Itália visitou a cidade de Piracicaba para enfrentar o XV de Piracicaba em partida amistosa.

A partida foi marcada por muita agitação na cidade de Piracicaba, já que o Palestra Itália havia conseguido o título paulista de 1920. A equipe da Capital foi recebida com muitos aplausos pelos torcedores do alvinegro, que quase viram a equipe da casa derrotar a poderosa equipe da Capital.

O JOGO - O XV de Piracicaba, jogando em casa, atacou com insistência a meta do Palestra Itália. No entanto, com boa atuação do goleiro Primo, os atacantes do alvinegro não conseguiram furar a barreira do Palestra.

Após um primeiro tempo de muito equilíbrio e um segundo tempo amplamente dominado pelo XV, no momento em que tudo apontada para um empate sem gols, Ministro chutou e Jacob Schmidt desviou de cabeça, enganando o goleiro Tonico que nada pode fazer, marcando o único gol do jogo: XV 0 x 1 Palestra Itália.
FOTO: Jacob Scmhidt - Jogou bem, mas ficou marcado pelo gol contra.

PÓS JOGO - Apesar da derrota, tendo em vista a força da equipe da Capital, a derrota do XV valeu como vitória, pois o XV recebeu diversos telegramas vindos de várias partes do Estado de São Paulo parabenizando a equipe de Piracicaba pela sua ótima atuação.

FICHA DO JOGO

XV de PIRACICABA - Tonico; Schmidt e Lalito; Achiles, Alberto e Nardini; Jacob, Pereira, Pelegrino, Alemão e Cachimbo.

Palestra Itália - Primo; Gasperini e Nigro; Bertolini, Xingo e Fabbi; Angelino, Ministro, Azzi, Imparatinho e Mele
Árbitro: Mário Paseroti


FOTOS E INFORMAÇÕES: "A HISTÓRIA DO XV - PARTE I" - Delphim F. Rocha Netto (Acervo Pessoal)

BLOG HISTÓRIAS DO XV