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sábado, 30 de novembro de 2013

30 anos de passaram: XV tetracampeão da Série A2!

O dia 30 de novembro de 1983 ficou marcado na memória da torcida do XV de Piracicaba. Apesar do registro oficial de quase 16 mil espectadores no Barão, não há dúvidas de que mais de 30 mil pessoas acompanharam a partida no Estádio Municipal, que terminou com o placar de 3 x 2 para a equipe de Piracicaba e marcou a volta do XV para a elite do Futebol Paulista.




Relembre a campanha completa do XVzão no Campeonato Paulista da Série A2 de 1983:
http://www.historiasdoxv.com/2011/10/xv-campeao-paulista-serie-a2-1983-1.html
http://www.historiasdoxv.com/2011/10/xv-campeao.html

terça-feira, 26 de novembro de 2013

domingo, 20 de outubro de 2013

"XV contra 100" - Duelo para a História

Neste domingo, 20 de outubro, o XV de Piracicaba realizou um dos eventos de comemoração de seu centenário: o desafio "XV contra 100".
 
Organizado pelo Departamento de Marketing do XV de Piracicaba, o evento e reuniu os mais jovens torcedores do XV e os jogadores dos mais experientes que já vestiram a camisa do alvinegro!
 
Na primeira parte do evento, foram selecionados 100 torcedores mirins do XV para enfrentar a equipe profissional. As crianças foram escolhidas de diversas maneiras e puderam desfrutar de uma inesquecível partida contra os jogadores do XV de Piracicaba.

FOTO: Jovens torcedores do XV juntamente com a equipe profissional para a foto oficial da partida.
 

FOTO: Hino Nacional executado antes da partida entre crianças e profissionais.

Após uma disputada partida entre as crianças do alvinegro e os jogadores, a equipe profissional conseguiu o empate no final da partida, finalizando o placar em 4 x 4. No entanto, o placar foi o que menos importou para as crianças, que guardarão os momentos da partida para sempre. Ao final da partida, as crianças ainda permaneceram no gramado e ganharam autógrafos dos jogadores.


FOTO: Um dos gols anotados pela equipe dos 100 jovens torcedores do alvinegro!
 
Na sequência da partida inicial, a equipe de Masters do XV de Piracicaba enfrentou a equipe dos Amigos da BAND.
 
Pelo alvinegro, entraram em campo jogadores como Alexandre Pavão, Biluca, Kel, Almeida, Cléber Gaúcho, Marlon, Flavinho, Gatãozinho, Fabiano, Capitão, Pianelli, Paulinho Massariol, entre outros. Já a equipe da BAND tinha como os principais destaques Amaral, Jamelli e Edmar.
 
FOTO: Formação da equipe Master do XV de Piracicaba acompanhada dos torcedores mirins que participaram da partida de abertura.
 
FOTO: Zé Luiz, ex-jogador com excelente passagem pelo XV, foi autor de um dos gols do alvinegro.
 
Apesar do forte calor na manhã de domingo, a partida foi dominadas pelos veteranos do alvinegro, a equipe da casa conseguiu vencer pelo elástico placar de 4 x 0 (1 x 0 no primeiro tempo). Os gols da partida foram marcados por Flavinho, Zé Luiz, Dr. Paulo Castilho e Wagner.

FOTO: Atual treinador da equipe profissional do XV, Cléber Gaúcho voltou a mostrar sua classe nos gramados do Barão.
 
FOTO: Gatãozinho, ex-jogador do alvinegro e filho do lendário atacante Gatão, também participou da partida.

As comemorações do centenário do XV de Piracicaba prosseguem na próxima sexta feira, dia 25 de outubro, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Personagens da História - Especial Centenário - Nardela

Prosseguindo a série de entrevistas em homenagem ao Centenário do XV de Piracicaba, o Blog Histórias do XV teve o prazer de entrevistar um dos maiores jogadores que vestiram a camisa zebrada.

Reinaldo Antônio Baldesin, o Nardela, nasceu na cidade de Piracicaba em 1º de janeiro de 1958. Ídolo com a camisa zebrada, Nardela também é ídolo da torcida do Joinville Esporte Clube, equipe da cidade em o ex-jogador reside até hoje.

Nardela destacou-se cedo com a camisa do XV, sendo recompensado com convocações para a Seleção Brasileira de base no Torneio de Cannes na França no ano de 1976, e para o Mundial Sub-20 realizado na Tunísia no ano de 1977. O ex-jogador conversou com o Blog Histórias do XV, relembrando seus bons momentos vividos com a camisa zebrada.

FOTO: Nardela em um de seus primeiros registros fotográficos pela equipe profissional do alvinegro.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Como foi sua chegada ao XV e como ocorreu sua estreia no time principal?

NARDELA: Sou natural de Piracicaba, e desde os meus 12 anos comecei a jogar no dente de leite do XV, e na sequência infantil e juvenil, quando com 16 anos comecei a treinar entre os profissionais. A minha estreia no time principal ocorreu em 28 de julho de 1974, quando ainda tinha 16 anos, no Campeonato Paulista daquele ano. Foi num jogo contra a Ponte Preta, no Barão da Serra Negra. Fiquei no banco, e entrei no decorrer do jogo, e vencemos essa partida por 1x0, e eu fui o autor do gol.

NOTA DO BLOG: A estreia de Nardela pelo XV aconteceu em partida válida pelo Torneio de Classificação do Campeonato Paulista de 1974. O XV de Piracicaba não estava bem no torneio e havia conquistado apenas duas vitórias no campeonato (contra São Bento e Portuguesa), mas conseguiu derrubar a Ponte Preta no Barão e de quebra eliminou a equipe de Campinas da fase seguinte. Na partida, Nardela entrou no lugar de Pitanga e marcou seu primeiro gol logo aos 6 minutos da segunda etapa.

FOTO: Imagem do primeiro gol de Nardela com a camisa alvinegra. Na foto, o goleiro Carlos não consegue evitar o gol do jovem estreante.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Dentre todas as partidas que você realizou com a camisa zebrada, qual você considera mais importante?

NARDELA: Um dos jogos mais importantes, senão o mais importante, foi justamente esse contra a Ponte Preta, pois, representou o início de tudo na minha carreira.

FOTO: Nardela recebe o abraço dos companheiros ao marcar o gol da vitória em sua estreia pelo XV.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Mais alguma partida marcou sua passagem pelo XV?

NARDELA: Mais duas partidas marcaram bastante minha passagem pelo XV. O jogo contra o Palmeiras, em 1976, no Campeonato Paulista, que significava praticamente a decisão do título, no qual fomos derrotados, acabando assim, como vice-campeão paulista daquele ano, que na verdade foi como se tivéssemos conquistado um título. Outra partida marcante, foi contra o Flamengo, pelo Brasileiro, jogo este que vencemos, sendo eu o autor do gol, no último minuto da partida.

FOTO: Nardela com a camisa alvingra em 1976, ano em que o XV conquistou o vice-campeonato Paulista.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Como você avalia a importância do XV na sua carreira?

NARDELA: Foi onde tudo começou. Onde as portas se abriram, me proporcionando a oportunidade de construir minha carreira como jogador de futebol. Tenho um carinho especial por esse clube, e uma dívida de gratidão por todos que compunham a diretoria do clube naquela época e por todos os companheiros que me ajudaram na concretização do meu sonho.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Onde você reside e o que faz atualmente?

NARDELA: Resido em Joinville/SC desde agosto de 1980, quando vim jogar no Joinville Esporte Clube – JEC. Sou Assessor Parlamentar, atuando na assessoria do Vereador James Schroeder (PDT). Também atuo como Comentarista Esportivo da Rádio Clube de Joinville.

FOTO: Nardela com a camisa do JEC. O jogador é considerado o maior ídolo da história do clube catarinense.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Deixe um recado para a torcida do XV?

NARDELA: Um clube sem torcida não subsiste. Portanto, que a torcida quinzista prestigie e apoie sempre esse clube tão tradicional do futebol brasileiro, pois, somente dessa maneira, o XV poderá se fortalecer e voltar a ser uma grande força do futebol paulista.


CLUBES EM QUE NARDELA ATUOU:
XV de Piracicaba, Portuguesa de Desportos, Seleção Amadora Brasileira (1976/77), Grêmio Porto Alegrense, Guarani de Campinas, Joinville E.C., Vitória da Bahia, Coritiba, Blumenau/SC, Hercílio Luz/SC e Brusque/SC.

FOTOS: "A História do XV - Parte II" - Delphim F. Rocha Netto.

BLOG HISTÓRIAS DO XV

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Jogos para a História - Inauguração do Moisés Lucarelli: Ponte 0 x 3 XV!

Na semana em que o Estádio Moisés Lucarelli, de propriedade da Ponte Preta, completa 65 anos, o Blog Histórias do XV relembra um dos momentos mais marcantes de sua história.
 
Não, o Blog não virou a casaca e vai falar de algum bom momento vivido pelo time campineiro em seus domínios, mas sim um dos momentos que o alvinegro piracicabano fez a alegria de sua torcida no Estádio de seu mais tradicional rival.
 
No dia 12 de setembro de 1948, a equipe da Ponte Preta finalmente inauguraria seu próprio Estádio. Denominado Moisés Lucarelli, nome de um dos responsáveis pela compra do terreno onde seria construído o estádio da equipe campineira, a Ponte receberia como primeiro visitante um de seus maiores rivais: o XV de Piracicaba.
 
FOTO: Torcida de Campinas chegando para a inauguração do Estádio Moisés Lucarelli, em 1948 (Site Memória do Futebol).
 
Apesar de toda expectativa criada sobre uma possível vitória da equipe campineira na estreia de seu estádio, o alvinegro de Piracicaba é que acabou ficando para a história, com uma importante vitória por 3 x 0. A vitória sobre a Ponte Preta ajudou o XV na busca pelo título e do grupo e posteriormente pelo acesso.

O JOGO

Logo aos 7 minutos da  primeira etapa, o primeiro indicativo de que o dia não era da macaca. Após a marcação de um pênalti favorável a equipe da casa, Gaspar foi para a cobrança e bateu para fora, perdendo a chance de ficar marcado como responsável pelo primeiro gol do Moisés Lucarelli.
 
Com a chance desperdiçada pela Ponte, coube ao jogador Sato, do XV, a honra de marcar o primeiro gol do estádio. Aos 17 minutos, após chute de Picolino e a rebatida do goleiro Serafim, Sato apareceu e encheu o pé para abrir o placar para o XV.
 
FOTO: Sato, o autor do primeiro gol da história do Estádio Moisés Lucarelli!
 
Na sequência, o jogador da Ponte Alcides cortou passe de Picolino com a mão dentro da área: Pênalti para o XV! Gatão, o artilheiro, foi para a cobrança e aumentou a vantagem para o XV.
 
Cinco minutos depois do segundo gol do XV, a Ponte Preta teve a chance de reagir novamente. Após chute de Damião, Idiarte desviou a bola com a mão: Pênalti para o Ponte. Gaiola partiu para a cobrança, mas assim como seu companheiro Gaspar, bateu para fora, com a bola passando ao lado direito da meta defendida por Ari.
 
Ainda no primeiro tempo, aos 41 minutos, Henrique marcou o terceiro gol para o XV, transformando a vitória em goleada, jogando, definitivamente, um balde de água fria na torcida da equipe campineira.
 
O segundo tempo, ao contrário do primeiro, foi de poucas emoções. A equipe da Ponte jogou com um jogador a mais desde os 13 minutos, quando Cardoso foi expulso após entrada forte contra o avante Armandinho, mas não conseguiu furar a barreira XVzista, terminando a partida em 3 x 0 para o XV de Piracicaba.
 
 
FOTO: Linha de defesa do XV, formada por Elias, Ari e Idiarte.
 
TIMES
 
PONTE PRETA - Serafim, Sapatã e Alcides; Nego, Gaspar e Rodrigues; Damião, Gaiola, Vicente, Armandinho e Oliveira;
 
XV DE PIRACICABA - Ari, Elias, Idiarte; Cardoso, Strauss e Adolfinho; De Maria, Sato, Picolino, Gatão e Henrique;
 
FOTOS E INFORMAÇÕES: "A História do XV - Parte II", de Delphim F. Rocha Netto.
RENDA: Cr$ 57.730,00.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Personagens da História - "Especial Centenário" - Zé Luiz

Continuando com a série de entrevistas em homenagem ao centenário do alvinegro mais famoso do interior, o Blog Histórias do XV entrevistou um dos grandes jogadores que já vestiram a camisa zebrada.
 
Nascido em Santos, em 19 de junho de 1955, José Luiz Glória Fernandes, o Zé Luiz, jogou em grandes equipes como o Guarani, ao lado de jogadores como Careca, Zenon e Renato, Pinheiros do Paraná (hoje Paraná Futebol Clube) e Portuguesa Santista, mas ficou marcado por sua passagem pelo XV de Piracicaba. No XV,  Zé Luiz ficou marcado pelos gols importantes que marcou contra grandes equipes, como Guarani, Corinthians e Grêmio, os quais foram relembrados na conversa com o Blog Histórias do XV.
 
FOTO: Zé Luiz em sua passagem pelo XV de Piracicaba (Histórias do XV - Rocha Netto).
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV: Como você chegou ao XV e como foi sua estreia no time principal?

ZÉ LUIZ: Cheguei ao  XV de Piracicaba em agosto de 1978, após disputar o Campeonato Brasileiro de 1977 pelo Guarani de Campinas e de 1978 pelo D. Bosco de Cuiabá. O XV foi até a cidade de Santos e comprou meu passe, que pertencia à Portuguesa Santista.
 
FOTO: Zé Luiz em sua estreia em Piracicaba contra a equipe do Guarani (Histórias do XV - Rocha Netto).

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Qual foi o jogo mais importante que você se recorda com a camisa do XV?     
ZÉ LUIZ: Um dos jogos mais importante foi a minha estreia na cidade de Piracicaba. A partida era contra nada mais nada menos que o Campeão Brasileiro de 1978, o Guarani de Campinas, de Zenon, Careca, entre outros. Ganhamos de 2 x 1, um gol meu e outro do Nardela.
Fiz uma grande partida que me rendeu uma linda reportagem no Jornal de Piracicaba, com a seguinte manchete: "NA VITÓRIA SOBRE O GUARANI, SURGIU UM NOVO ÍDOLO: ZÉ LUIZ".

FOTO: Reportagem apresentada por Jornal da cidade de Piracicaba após a vitória do XV sobre o Guarani.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Mais alguma partida marcou sua passagem pelo XV?
ZÉ LUIZ: Outra partida inesquecível aconteceu quando decidimos a nossa vaga no Campeonato Brasileiro de 1979, em Piracicaba, contra a equipe do Santa Cruz de Recife. Nossa chave era formada por XV, Grêmio, Flamengo, Londrina, Bahia, Nautico, Santa Cruz e Gama (DF).
Ganhamos a partida de 2 x 1 do Santa Cruz e nos classificamos para a fase final do Campeonato Brasileiro. Nesse jogo fiz um gol e uma atuação de gala. No grupo, classificaram XV e Flamengo, eliminando Grêmio e Bahia. Naquele ano, ficamos em 8º lugar.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Qual é o gol que você marcou que não sai de sua memória?
ZÉ LUIZ: Um gol marcante foi aquele marcado contra o Grêmio, em 1979, quando vencemos por 3 x 0. Tenho foto desse gol até hoje!

FOTO: Imagem do gol marcado por Zé Luiz sobre o Grêmio, na inesquecível vitória do XV por 3 x 0.
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV: Como você avalia a importância do XV na sua carreira?
ZÉ LUIZ: O XV foi muito importante em minha carreira. Foram os meus melhores anos como atleta profissional de futebol, assim como em minha vida pessoal, pois em Piracicaba que construí minha família. Sou casado com Miriam Caetanelli, uma filha da terra, e temos um filho: Bruno Caetanelli, hoje com 23 anos de idade que, com muito orgulho, segui a profissão do pai (Professor de Educação Física).

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Deixe um recado para a torcida do XV.
ZÉ LUIZ:  O recado que deixo é que nunca deixem de acreditar no XV de Piracicaba. Esse clube é de muita tradição no cenário brasileiro. Sua camisa tem muito peso e respeito. Tive a honra, o orgulho e o prazer de vestir essa camisa.
No ano passado, a equipe master do XV jogou no Barão contra o master do São Paulo e fui convidado para esse jogo. Confesso a vocês que me emocionei ao adentrar novamente no Barão, palco de muitas jornadas inesquecíveis. Joguei mais de 14 times em toda a minha carreira, mas nenhum foi tão especial quanto o XV de Piracicaba. Amo esse time de coração.

Atualmente, Zé Luiz é Professor de Educação Física e trabalha em sua cidade natal, Santos, como responsável pela Escola Meninos da Vila.

FOTO: Zé Luiz em partida disputada pela equipe de veteranos do XV de Piracicaba.

BLOG HISTÓRIAS DO XV

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Personagens da História - Cardeal

Na última sexta-feira, 16/08/2013, o Barão da Serra Negra recebeu uma ilustre visita. Trata-se do ex-jogador Antônio dos Santos, o Cardeal, que foi convidado pela Comissão de Arquivo e Memória do XV de Piracicaba para dar o pontapé inicial da partida entre XV de Piracicaba e Comercial. Cardeal foi ponta direita do XV de Piracicaba nas décadas de 30 e 40, sendo um dos grandes destaques das conquistas de 1947 e 1948.

FOTO: Cardeal dando o pontapé inicial da partida entre XV de Piracicaba e Comercial (Acervo Histórias do XV).

Aproveitando a visita de Cardeal ao Barão, a série "Personagens da História" homenageia o jogador, um dos mais importantes da História do nosso Alvinegro.

CARDEAL

Antônio dos Santos, o Cardeal, começou sua trajetória no XV em 1938, quando ingressou no alvinegro piracicabano na equipe infantil. Após passar pela equipe juvenil e pelo segundo quadro, Cardeal deixou o XV de Piracicaba para atuar pelo Clube Atlético Piracicabano. A mudança de clube teve uma razão: o amor de uma mulher, chamada Mercedes, que frequentava o clube.

Após passar ainda por Sucreire e Sorocabana, Cardeal retornou ao XV em 1945, para, mais tarde, fazer parte de uma das maiores equipes da história do interior de São Paulo, bicampeã do interior nos anos de 1947 e 1948.

FOTO: Cardeal em campo pelo XV (Site Oficial XV).
 
Em entrevista ao site oficial do XV, Cardeal relembrou que assistia os jogos do XV já na infância. No entanto, fazia as vezes de gandula para conseguir assistir as partidas:  “No antigo campo do XV, a bola ia com frequência para fora do estádio, então nós corríamos atrás para pegar, pois no jogo só tinha duas bolas e não podia perder”, recordou.
 
Com as boas atuações, Cardeal recebeu diversas propostas de equipes do interior e da capital para deixar o XV. "O técnico argentino Gregório Soarez gostava muito de mim e sempre me chamava, mas nunca fui, pois não queria sair da cidade. Tive propostas do Guarani e do São Paulo Railway (hoje Nacional) entre outros”, afirmou.
 
Cardeal considera como um dos momentos mais marcantes de sua passagem pelo alvinegro piracicabano um gol marcado contra o Guarani. A partida que não sai da memória de Cardeal foi realizada no dia 14 de novembro de 1948 e garantiu o título da Série Preta da Segunda Divisão do Campeonato Paulista com 3 rodadas de antecedência para o XV.

FOTO: Gol marcado por Cardeal no empate do XV com o Guarani na cidade de Campinas em 1948 (Site Oficial do XV).
 
Ainda na entrevista concedida para o site do XV, Cardeal deixou um recado para a torcida do nosso alvinegro:  “Desejo ao XV muito sucesso em 2013. Estarei acompanhando cada lance dos jogos. Parabéns pelos 99 anos e fico muito orgulhoso de fazer parte desta história”.
 
Ao longo de 6 anos atuando pelo XV (entre 1938-1939 e 1945-1948), Cardeal marcou  a expressiva marca de 57 gols.

FOTO: Cardeal, 92 anos, em sua entrevista ao Site Oficial do XV de Piracicaba.
 
HISTÓRIAS DO XV

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Personagens da História - Especial Centenário - Pizelli

Prosseguindo com a série de reportagens em homenagem ao centenário do XV de Piracicaba, o Blog Histórias do XV entrevistou um dos goleiros mais importantes da história do XV.

 Nascido em Piracicaba, no dia 05 de setembro de 1957, Marcos Pizelli começou sua carreira profissionalmente na equipe do XV. Ganhou destaque atuando na meta do XV entre as décadas de 70 e 80, mas ficou especialmente marcado como o grande goleiro da inesquecível equipe campeã da Segunda Divisão no Campeonato Paulista de 1983.

Marcado para sempre na história do alvinegro piracicabano, Pizelli aceitou o convite do Blog Histórias do XV para contar as lembranças que guarda do tempo que passou defendendo a camisa do time de sua cidade, o XV de Piracicaba.
 
FOTO: Pizzeli em ação contra a equipe do São Paulo FC em 1984.
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV - Pizelli, como você chegou ao XV e como foi sua estreia no time principal?

PIZELLI - Comecei nas equipes amadoras do Clube Atlético Piracicabano, sagrando-se bicampeão amador em 1974. Em 1975 disputamos o Amador do Estado, ficando de fora da fase semifinal. O XV, de Romeu Ítalo Rípoli, em agosto de 1975, estava passando por um processo de reformulação do plantel e contratou vários jogadores como: Getúlio, Muri, Fernando, Almeida, Capitão, Elói, e já possuía no elenco seus jovens valores: Nardela, Delém, Joãozinho Paulista, Dadá, Paulinho, e me juntei a eles.
Assim foi minha chegada ao clube. Nesse mesmo ano fomos fazer uma excursão para Santa Catarina, onde todos os elementos desse plantel tiveram a oportunidade de se apresentar ao Técnico Dema. A cada jogo ele colocava um time para testar a todos. Na volta disputamos o torneio Jose Ermírio de Moraes - todos os clubes do interior que não disputavam o Campeonato Brasileiro - e sagramos Campeão.
 
NOTA DO BLOG - Pizelli iniciou os treinos na equipe do XV no dia 3 de julho de 1975. Chegou prometendo fazer sombra aos demais goleiros, especialmente ao famoso Getúlio, titular absoluto do XV.
A estreia de Pizelli com a camisa do XV aconteceu em um amistoso realizado no dia 3 de agosto de 1975, contra a equipe da Ferroviária no Barão. A partida acabou com o placar de 1 x 1, com Pizelli substituindo o titular Getúlio no segundo tempo da partida.
Já a estreia em jogos oficiais aconteceu no dia 27 de agosto de 1975, em partida válida pelo Torneio José Ermírio de Moraes Filho, equivalente hoje à Copa Paulista. A partida que marcou sua estreia oficial aconteceu no estádio Ulrico Mursa, em Santos, contra a equipe da Portuguesa Santista. Novamente, Pizelli substitui o goleiro Getúlio na vitória do alvinegro pelo placar de 3 x 0.

FOTO: Pizelli em ação defendendo a meta do XV.
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV - Qual foi o jogo  mais importante que você se recorda com a camisa do XV?

PIZELLI - O jogo que mais me recordo aconteceu na cidade de Campinas, contra a Ponte Preta, quarta-feira a noite, dia de chuva. Ao chegar no vestiário, fiquei sabendo que o  Getúlio não tinha condições de jogo. Como estava chovendo muito, o jogo foi muito difícil, com muita pressão.
João Paulo fez 1 X 0 para o XV e no final do jogo foi marcado um pênalti a favor da Ponte Preta. O mestre, como era chamado Dicá, foi bater o pênalti e, para minha felicidade, consegui defender o pênalti. Conseguimos vencer a Ponte em pleno Moisés Lucarelli. Ao final do jogo, o goleiro da Ponte Preta, que na época era o Carlos, goleiro que depois foi jogador do Corinthians e da seleção veio me cumprimentar pelo feito.

BLOG HISTÓRIAS DO XV - Mais alguma partida marcou sua passagem pelo XV?

PIZELLI - Outra partida que me recordo aconteceu no ano de 1981, quando estávamos disputando a Intermediária, divisão abaixo da Primeira na época. Disputamos o final da competição com o Santo André e com o São Bento (jogos realizados no Parque Antártica, em São Paulo). Acabei me destacando em todos os jogos, sendo considerado o melhor jogador, não só pela imprensa local, mas também pela imprensa da Capital. Também me recordo de várias partida de 1983, quando subimos o XV para a Primeira Divisão do Paulista.

FOTO: Time do XV que empatou por 1 x 1 a partida contra o Santo André pela fase final da segunda divisão de 1981.
De pé: Jair dos Santos (Médico), Alã, China, Aílton Luiz, Vadinho, Pizelli e Alcir.
Agachados: Serginho, Zezinho, Oriel, Rogério, Brandão e Baianinho (massagista).

BLOG HISTÓRIAS DO XV - Dentre as equipes que você acompanhou quando já estava no XV, qual você classifica como a melhor?

PIZELLI - Na minha opinião, o melhor time foi o de 1983. Era um plantel unido e que sabia o que queria. Inclusive com o Treinador Galdino Machado no comando fazendo um excelente trabalho.

FOTO: Pizelli ostentando a faixa e a medalha de Campeão da Segunda Divisão do Campeonato Paulista de 1983.

BLOG HISTÓRIAS DO XV - Como você avalia a importância do XV na sua carreira?

PIZELLI - Foi meu primeiro passo para a conquista de minha apresentação ao futebol profissional. Assim, fiquei conhecido no meio futebolístico. Era como hoje, o sonho de muitos chegar ao futebol profissional.

BLOG HISTÓRIAS DO XV - Pizelli, você gostaria de deixar um recado para a torcida do XV?

PIZELLI - Torcedor, torçaa e empurre seu time, o incentive, isso faz muita diferença em um jogo. Faça tudo por ele, mas não se esqueça de que ganhar ou perder faz parte do jogo.

FOTOS: "A História do XV - Parte II" - Delphim F. Rocha Netto.

BLOG HISTÓRIAS DO XV

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Jogos para a História - O dia em que o XV derrubou o Flamengo no Barão

Hoje, na série "Jogos para a História", o Blog Histórias do XV relembra uma das grandes partidas do XV na gloriosa década de 70. O adversário era o poderoso rubro-negro do Rio de Janeiro.
 
Após 30 anos longe de Piracicaba, o Flamengo voltou até a cidade para enfrentar o XV em jogo válido pela Segunda Fase do Campeonato Brasileiro de 1977. A última visita do rubro-negro carioca na cidade havia ocorrido em 10 de abril de 1947, quando enfrentaram o XV no amistoso de inauguração dos refletores do Estádio do alvinegro. Em tal oportunidade, o Flamengo derrotou o XV pelo placar de 4 x 2.
 
No entanto, em 1977 a situação foi diferente. Jogando debaixo de muita chuva na cidade de Piracicaba, o Flamengo não conseguiu furar a defesa do XV, liderada pelo goleiro Getúlio. A inesquecível partida ocorreu no dia 07 de dezembro de 197, quarta-feira.
 
A partida foi válida pelo Campeonato Brasileiro de 1977. O XV participou da divisão principal do campeonato nacional por meio de um convite realizado pelo Presidente da CBD (Confederação Brasileira de Desportos), Almirante Heleno Nunes, tendo em vista o excelente desempenho do XV no Campeonato Paulista de 1976.
 
O XV de Piracicaba terminou a competição na 22ª colocação, após chegar até a terceira fase do Campeonato, que terminou com título do São Paulo Futebol Clube.

A PARTIDA

O jogo entre as equipes teve a segunda melhor renda em jogos no Barão da Serra Negra no ano de 1977. Para um público total aproximado de 17.800 espectadores, a renda total foi de 580.350 cruzeiros. A partida poderia ter recebido público ainda maior, mas as fortes chuvas que atingiram a cidade de Piracicaba naquele dia afastaram muitos espectadores da partida.
 
FOTO: Imagem do ingresso da partida histórica entre XV e Flamengo (Rinaldo Tremocoldi).
 
A partida foi bastante disputada, com destaque para a defesa do alvinegro, que conseguiu segurar o ótimo ataque do Flamengo, formado na oportunidade por Osni, Claudio Adão e Luiz Paulo. A equipe carioca ainda contava com grandes jogadores como Paulo César Carpegiani e Adílio.
 
FOTO:  Paulo César Carpegiani recebe a flâmula do alvinegro entregue pelo inesquecível Rocha Netto, presidente de honra do nosso alvinegro.
 
O gol da vitória do alvinegro poderia ter ocorrido logo aos 21 minutos, quando Brito aproveitou rebote do goleiro Cantareli e mandou a bola pro gol, que bateu novamente no goleiro e entrou. No entanto, após grande confusão na área, o árbitro Rubens Maranhão mandou a jogada seguir, deixando de assinalar o primeiro gol do alvinegro.
 
Apesar do erro de arbitragem, a justiça foi feita apenas aos 45 minutos do segundo tempo, quando Nardela marcou para o alvinegro. Em mais um erro da arbitragem, na súmula constou equivocadamente o nome de Roberto como autor do gol.
 
 
FOTO: Lance de ataque do XV contra o gol do arqueiro Cantarelli.
 
A vitória do alvinegro foi fundamental para a classificação do alvinegro para a terceira fase do campeonato, já que o alvinegro de Piracicaba somou 5 pontos, ficando na frente da forte equipe do Cruzeiro, que somou o mesmo número de pontos.
 
FOTO: Nardela, o autor do gol da vitória do XV de Piracicaba.

FICHA DA PARTIDA

XV de Piracicaba 1 x 0 Flamengo

Data: 7 de dezembro de 1977.

Local: Estádio Barão da Serra Negra, Piracicaba/SP;

XV de Piracicaba - Getúlio; Volmir, Elói, Ivã e Almeida; Vadinho, Nardela e Perrela; Brito, Alcides e João Paulo (Roberto Cruz). Técnico: Dema.

Flamengo - Cantarelli; Toninho, Rondineli, Nelson e Júnior; Merica, Paulo César Carpegiani e Adílio; Osni (Ramires), Cláudio Adão e Luiz Paulo. Técnico: Jaime Valente.

Gol: Nardela (45m do 2º tempo).

Público:  17.302 pagantes;

Renda: Cr$ 580.350,00.

FOTOS E INFORMAÇÕES: "A História do XV - Parte II", Delphim F. Rocha Netto.

BLOG HISTÓRIAS DO XV
 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Personagens da História - Especial Centenário - Capitão

Prosseguindo com a série especial de entrevistas "Personagens da História - Especial Centenário", o Blog História do XV conversou com o ex-jogador Capitão.
 
Rodolfo Carlos de Lima, o Capitão, nasceu no dia 4 de fevereiro de 1954, na cidade Regente Feijó, pequeno município situado no interior de São Paulo. Capitão começou sua carreira nas categorias de base do Corinthians de Presidente Prudente no ano de 1970. Após optar pelo curso de Educação Física, Rodolfo decidiu seguir a carreira de jogador de futebol profissional.
 
Capitão relembrou os momentos em que viveu vestindo a camisa zebrada do XV de Piracicaba.
 
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV: Capitão, como você chegou ao XV?
 
CAPITÃO: Cheguei em Piracicaba em 1974, com 19 para 20 anos, recém formado em Educação em educação física, acabei optando pela carreira de atleta profissional. Sai de minha casa e enfrentei numerosos problemas, pois nessa época, o XV não possuía uma estrutura de alojamento, de alimentação e nem de repouso.
Quando cheguei a Piracicaba, morei na antiga sede do XV na rua Regente Feijó (antigo campo) sem nenhuma condição.
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV: Como foi seu início no XV?
 
CAPITÃO: Apesar das dificuldades, o Presidente Rípoli montou uma equipe muito competitiva, com jogadores jovens vindos dos clubes da segunda divisão, juntamente com alguns jogadores experientes. No primeiro ano (1975), acabamos em 8º lugar no Campeonato Paulista e logo depois fomos vice-campeões do Torneio José Ermírio de Moraes, que hoje é equivalente à Copa Paulista.
 
Nota do BLOG: O Torneio Jose Hermírio de Moraes Filho, pode ser considerado equivalente à Copa Paulista de Futebol, disputada atualmente pela extensa maioria das equipes do interior de São Paulo. Naquele ano, o XV superou equipes como Ponte Preta, Comercial, Botafogo, Ferroviária, América e Portuguesa. O alvinegro Piracicabano conseguiu o título no dia 07 de setembro de 1975, após vencer a equipe do América, na cidade de Rio Preto, pelo placar de 2 x 0, com gols de Capitão e Paulinho.
 
FOTO: Equipe campeã do Torneio José Ermírio de Moraes Filho.
De pé: Volmil, Valdir, Getúlio, Nenê, Elói, Muri, Almeida e Fernando.
Agachados: Paulinho, Nardela, Joãozinho, Capitão, Pitanga, Benê, Valdemar e João Paulo.
 
CAPITÃO: Já no meu segundo ano de XV (1976), conseguimos chegar ao vice-campeonato Paulista. Esse título demonstra a importância do XV na minha carreira. A partir daí saí para o Santos, depois fui para o Vasco e logo na sequencia fui vendido ao Guarani, onde fui Campeão Brasileiro em 1978. Após o título nacional minha carreira já estava concretizada e fortalecida. Parti para jogar em outros grandes clubes e acabei minha carreira na cidade de Campinas, passando a trabalhar nas categorias de base do Guarani.

FOTO: Time vice-campeão Paulista de 1976 pelo XV de Piracicaba, em amistoso comemorativo contra o Santos.
Em pé: Fernando, Capitão, Almeida, Pizeli, Muri, Elói, Volmir, Doná e Getúlio;
Agachados: Paulinho, Delém, Nardela, Zé Ito, Vagner, Ademir Carloini, João Paulo e Pitanga.
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV: Qual é a importância do XV na sua carreira?
 
CAPITÃO: Minha passagem pelo XV também foi muito importante, pois, no dia a dia, aprendi, com os atletas mais experientes, a entender melhor o futebol. Destaco jogadores como Getúlio, Fernando, Muri, Bene, Madureira, Wernek, Pitanga e também com treinadores como Nestor Alves, Norberto Lopes e especialmente com o Sr. Dema.
 
FOTO: Almeida, Pitanga e Capitão, após o vice-campeonato de 1976. Almeida e Capitão aparecem vestindo a camisa do Santos, já que foram emprestados para disputa do Campeonato Brasileiro.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Qual é a partida que você considera mais importante durante sua passagem pelo XV?
 
CAPITÃO: Um jogo importante, embora não tenha ocorrido no Campeonato Paulista, mas sim pelo Torneio José Ermírio de Moraes Neto de 1975, foi a jogo do título contra o América de Rio Preto. Me lembro dessa partida porque marquei o segundo gol da vitória do XV, na casa do adversário, sendo que com essa vitória o XV foi campeão sem a necessidade de uma final, já que venceu os dois turnos.

FOTO: Partida entre XV de Piracicaba e América, que deu o título do Torneio José Ermírio de Moraes Neto.
Em pé: Getúlio, Nenê, Fernando, Almeida, Muri, Elói e Pavanelli;
Agachados: Capitão, Pitanga, Benê, Nardela e João Paulo.
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV: Gostaria de deixar um recado para a torcida do XV?
 
CAPITÃO: O recado que passe para a torcida do XV, é que ela curta esse grande momento do seu time, pois estamos ano a ano, vários clubes tradicionais praticamente desaparecendo ou afundando em dívidas, com futuro incerto no futebol.
Salve grande XV DE NOVEMBRO DE PIRACICABA, que fez parte da minha vida, devo gratidão a esse clube que me proporcionou a realização de meus sonhos como atleta profissional de futebol.
Parabéns XV de Piracicaba pelo seu centenário.
 
Após encerrar a carreira, Capitão trabalhou na base do Guarani e hoje trabalha como auxiliar técnico do treinador Artur Neto. Trabalhou em diversos clubes a partir de 2002, como Figueirense, América de Natal, ABC de Natal, Remo, Paysandu, Atlético Goianiense, Vila Nova (GO), Botafogo de Ribeirão Preto, entre outros. Atualmente, reside na cidade de Ribeirão Preto, com sua esposa e com os filhos Rodolfo Jr. e Rafael, aguardando novas oportunidades de trabalho.
 
CLUBES EM QUE ATUOU
E.C. Corinthians de Presidente Prudente (1970/74); E.C. XV de Novembro de Piracicaba (1974/78); Santos Futebol Clube (1976 - empréstimo); Vasco da Gama (1977 - empréstimo); Guarani Futebol Clube (1978-82); Coritiba (1981 - empréstimo); Clube Atlético Paranaense (1982-1985); Sociedade Esportiva Palmeiras (1983); Pinheiros Futebol Clube/PR (1985); Marília Atlético Clube (1986) e São José Esporte Clube (1986).
 
PRINCIPAIS CONQUISTAS
1975 - Campeão do Torneio Jose Hermírio de Moraes Moraes (XV de Piracicaba);
1976 - Vice-Campeão Paulista (XV de Piracicaba);
1977 - Campeão da Taça Guanabara e Campeonato Carioca (Vasco da Gama);
1978 - Campeão Brasileiro (Guarani);
1981 - Campeão Brasileiro da Taça de Prata (Guarani);
1982/1983 - Bicampeão Paranaense (Atlético Paranaense).

Fotos: "A História do XV" - Parte II - Delphim F. da Rocha Netto

Blog Histórias do XV


terça-feira, 2 de julho de 2013

Personagens da História - Especial Centenário - Alencar


Faltando 4 meses para o aniversário dos 100 anos do XV de Piracicaba, o Blog Histórias do XV apresenta uma série de reportagens com jogadores que marcaram a história do XV de Piracicaba e aceitaram relembrar os bons momentos vividos com a camisa do alvinegro piracicabano. A série de postagens “Personagens da História – Especial Centenário” apresenta diversas entrevistas com personagens da história recente do alvinegro, relembrando os melhores momentos de suas passagens pelo alvinegro.

A primeira entrevista traz um dos grandes jogadores que vestiram a camisa 1 do nosso alvinegro. Seguindo a tradição de grandes Goleiros no XV de Piracicaba, o XV esteve muito bem representado no final da década de 90. Participante de uma das melhores equipes do XV nos últimos tempos. 

Francisco Paulo de Alencar Filho, ou simplesmente Alencar, chegou ao XV no ano de 1996. Permaneceu no XV até o ano de 1999, ano em que foi contratado pelo São Paulo Futebol Clube. O goleiro foi o grande paredão do último momento de grande destaque do XV no cenário nacional, no ano de 1998, quando a equipe terminou o Campeonato Brasileiro da Série B na 5ª colocação, muito próximo da fase final que poderia dar ao XV uma vaga na elite do futebol nacional.



BLOG HISTÓRIAS DO XV: Alencar, qual foi o momento mais marcante de sua passagem pelo XV?

ALENCAR: Um dos melhores momentos que passei pelo XV aconteceu quando eliminamos o Vila Nova de Goiás pelo Campeonato Brasileiro da Série B de 1998. A equipe perdeu a primeira partida em Goiás (1 x 0), empatou a segunda em Piracicaba (0 x 0) e venceu a decisiva partida em Piracicaba (2 x 0).

Nota do BLOG - Na decisiva vitória diante do Vila Nova, o XV foi ao campo com a seguinte escalação: Alencar; André Conceição, Zé Carlos, Sandro, Vagner e Cuca (Rogerinho); Daniel Frasson, Caio Júnior e Daniel Edgard; Irineu e Gauchinho. Técnico: Ernesto Paulo. Os gols da partida foram marcados por Gauchinho e Rogerinho.

Foto: Time do XV em 1998.
De pé: Alencar, Leandro Silva, Sandro, Zé Carlos, Cuca e Wagner;
Agachados: Daniel Frasson, Rogerinho, Caio Jr., Deyves e Gauchinho.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Mais algum momento está marcado em sua memória?

ALENCAR: Nunca me esqueço também de um jogo em que o XV perdeu para a Ponte Preta, quando perdemos a disputa melhor de 3 na cidade de Campinas, pela Série B de 1997. Perdemos a partida por 1 x 0, com um gol que saiu na cobrança de pênalti do Marcelo Segipano, que eu defendi, mas o zagueiro Marcelo Souza fez o gol. Nessa partida tive a oportunidade de substituir o Maizena. Apesar da derrota, foi uma das minhas melhores partidas. A partir desse jogo construí minha história no XV.




BLOG HISTÓRIAS DO XV: Qual a importância do XV na sua carreira?

ALENCAR: Eu dei meu máximo em todas as equipes que passei, mas o XV foi a equipe que me identifiquei melhor. Devo muito ao XV, que foi o clube que me projetou para o futebol nacional, de onde sai em 1999 para jogar no São Paulo.


BLOG HISTÓRIAS DO XV:  Gostaria de deixar uma mensagem para a torcida do XV?

ALENCAR:  “Estou com saudades de Piracicaba. Em breve vou assistir um jogo aí no Barão. Tenho o XV como minha segunda casa, uma das melhores fases da minha carreira foi no XV. Também tenho certeza que com a melhor torcida do Interior o XV vai longe , vai chegar nos seus objetivos que tenho certeza que é estar novamente em uma Série B de brasileiro, que com muito trabalho e dedicação vão alcançar a Série A, assim como fizeram no Campeonato Paulista.

Um abraço a todos torcedores de Piracicaba, cidade onde me senti muito bem , aprendi a gostar e valorizar. Sempre que me perguntam eu afirmo que onde realmente tive a chance de mostrar o meu futebol foi em Piracicaba, no XV. O XV está em meu coração e no coração da minha família. Parabéns a todos torcedores do XV!  Quem sabe eu possa voltar e ajudar de alguma forma, não mais dentro do campo, mas com certeza desejando sempre o bem do grande Esporte Clube XV de Piracicaba. Abraços a todos"!

Atualmente, Alencar mantém o ótimo projeto Escola de Formação de Goleiros 01 (www.escoladegoleiros01.com) na cidade de Londrina, onde passa toda sua experiência para jovens goleiros.



Alencar pretende, em breve, realizar uma clínica de goleiros na cidade de Piracicaba! Jovens goleiros em busca de oportunidades, fiquem de olho!

O Blog Histórias do XV agradece ao goleiro Alencar por toda sua dedicação enquanto defendeu as cores do XV de Piracicaba. Aguardamos sua visita em Piracicaba.

BLOG HISTÓRIAS DO XV


terça-feira, 7 de maio de 2013

2 anos se passaram: XV pentacampeão da Série A2!

O dia 07 de maio de 2011 ficará marcado para sempre na memória do torcedor do XV de Piracicaba. Após amargar um longo tempo nas divisões de acesso do Campeonato Paulista, o alvinegro piracicabano voltou em grande estilo para a Elite do Futebol Paulista, realizando uma final memorável diante de um dos tradicionais clubes do interior paulista: o Guarani.
 
O CAMPEONATO
 
O XV de Piracicaba iniciou sua jornada no Campeonato Paulista da Série A2 de 2011 após conseguir o acesso na Série A3 no jogo que ficou conhecido como "Batalha de Palma Travassos". Desacreditado, o XV montou uma equipe dentro das possibilidades financeiras do clube, contando com um elenco que muitos afirmavam que "iria lutar pra não cair". Após um empate apático contra o Pão de Açúcar por 0 x 0 na estreia no Barão da Serra Negra, o XV mostrou sua força logo na segunda partida, quando goleou o São José pelo placar de 4 x 1 na casa do adversário.
 
Após 19 rodadas, o XV somou 35 pontos, ficando na vice liderança do grupo, com o mesmo número de pontos do líder São José.
 
FOTO: Time base do XV de Piracicaba no título da Série A2 de 2011, com as ausências de Adílson e Glauber.
EM PÉ: Wanderson, Marcus Vinícius, João Paulo, Vinícius Bovi, Ceará e Paulinho.
AGACHADOS: Fábio Santos, André Cunha, Marlon, Jordy Guerreiro e Ricardinho.
 
Na segunda fase, o XV de Piracicaba participou do Grupo 3, ao lado de Atlético de Sorocaba, Monte Azul e Catanduvense. Demonstrando um ótimo futebol, o XV começou a segunda fase de forma impressionante, conseguindo vitórias diante do Atlético de Sorocaba, na casa do adversário, e diante do Monte Azul. Podendo subir logo na terceira rodada da segunda fase, dependendo apenas de uma vitória diante da Catanduvense, o XV de Piracicaba sofreu dois tropeços contra a equipe de Catanduva.
 
Mesmo com as derrotas, o XV de Piracicaba voltou a mostrar sua força na cidade de Monte Azul Paulista, quando conseguiu o acesso com uma grande vitória pelo placar de 4 x 1, fazendo a festa da massa alvinegra em Piracicaba. O XV garantiu a vaga na final após uma ótima vitória sobre o Atlético de Sorocaba, diante de um Barão lotado, que fez a festa com a vitória alvinegra.
 
A FINAL
 
O Estádio Barão da Serra Negra recebeu 18.693 pagantes na noite do dia 07 de maio de 2011. Toda a torcida sabia da dificuldade que seria enfrentar o Bugre de Campinas em mais uma final de sua história. A torcida recebeu a equipe alvinegra com uma das maiores festas vistas no Barão nos últimos anos.
 
 
Em campo, o XV parece ter sentido a pressão da final. O Guarani dominou o início da partida, conseguindo abrir o placar logo aos 6 minutos da primeira etapa. Rodrigo Paulista em cobrança de falta mandou para área e a bola encobriu o goleiro Wanderson, jogando um balde de água fria nos 18 mil torcedores piracicabanos.
 
Após sofrer o gol, o XV acordou na partida e partiu para cima do Bugre. Apesar da pressão, o XV não conseguia abrir o placar, até que um lance mudaria a história do jogo e da final. Aos 21 minutos, em disputa de bola na lateral do campo, Rodrigo Paulista acertou um chute em Everton Dé, agressão punida com cartão vermelho pelo árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.
 
Com um jogador a mais, aos 33 minutos Ricardinho encontrou Adílson na entrada da área, que cortou a marcação e bateu forte, de perna esquerda, vencendo o goleiro Emerson, fazendo a alegria da torcida alvinegra.
 
Apesar da euforia do empate e de jogar com um jogador a mais, o XV foi surpreendido novamente pela equipe do Guarani aos 41 minutos do primeiro tempo. Chiquinho recuperou a bola e passou para Marcos Denner, que bateu no canto, sem chances para o goleiro Wanderson: 2 x 1 Guarani.
 
O segundo tempo reservou muitas emoções. O XV de Piracicaba, precisando do empate voltou com um futebol muito ofensivo. Apesar da pressão do alvinegro, o gol teimava em não sair, especialmente nas tentativas de Adílson e Paulinho.
 
Após muito tentar, o sorriso voltou para o rosto da torcida do XV aos 31 minutos, quando Paulinho arrancou e saiu cara a cara com Emerson. O goleiro do Bugre conseguiu salvar no chute de Paulinho, mas não no rebote, quando Adílson de cabeça mandou para o fundo das redes do Guarani: 2 x 2.
 
Após o empate o placar não foi mais alterado. Com o 2 x 2 figurando no placar, a partida foi para a prorrogação, marcada pela cautela de ambas as equipes. Após muito nervosismo, nenhuma das equipes conseguiu alterar o placar, ficando o título para ser decidido nas cobranças de pênalti.
 
PÊNALTIS
 
As cobranças de pênaltis começaram muito bem para o alvinegro. Glauber marcou para o alvinegro e Wanderson defendeu a cobrança de Dadá. Na sequência Adílson marcou para o XV e Bruno Rangel para o Bugre. No entanto, Paulinho desperdiçou a terceira cobrança para o XV e Tiago Maciel empatou a disputa para a equipe de Campinas.
 
Muito pressionado com o empate do Bugre, André Cunha usou toda sua experiência para colocar o XV na frente da disputa, abrindo espaço para o primeiro momento decisivo das cobranças. Carlinhos partiu para igualar novamente a disputa, mas foi parado por Wanderson!
 
 
Curiosamente a bola decisiva estava nos pés de Marlon, o jogador com mais partidas pelo XV nos últimos anos, que havia entrado no decorrer da partida carregando o número 15 nas costas! Marlon não sentiu a pressão e bateu de forma indefensável o último pênalti, selando o título alvinegro, fazendo a festa da torcida do XV, que não comemorava um título desde 1995, quando venceu a Série C do Campeonato Brasileiro.
 

FOTOS: Arquivo pessoal e Internet.

Para todos que querem sentir novamente um pouco da emoção de 2011, recomendo que assistam os vídeos abaixo. O primeiro, sem dúvida é o vídeo mais emocionante que conta a história da final. Já o segundo, é o documentário idealizado pela Rádio Onda Livre AM em homenagem ao acesso do alvinegro!
 
 
 


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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

XV de Piracicaba X Mirassol: Duelo já decidiu vaga na final

XV de Piracicaba e Mirassol já se encontraram para decidir uma vaga na final da Copa Paulista de 2008. Após realizarem uma ótima campanha nas fases anteriores, XV e Mirassol fizeram duas partidas muito emocionantes para disputarem uma vaga na final da Copa Paulista daquele ano.

PRIMEIRA PARTIDA

A primeira partida das semi-finais ocorreu na cidade de Mirassol, no dia 12 de novembro. O XV de Piracicaba vinha de um empate diante do Linense, que deu a classificação ao alvinegro após a vitória de 1 x 0 na cidade de Lins. Já o Mirassol também vinha de um empate diante do Bragantino, na cidade de Bragança Paulista, que lhe rendeu a classificação para as semi-finais da Copa Paulista.
 
A partida foi bastante disputada, com boas oportunidades para os dois lados. Em uma das primeiras boas chances da partida o Mirassol abriu o placar aos 22 minutos, após o meio Éder cobrar falta e contar o toque de Vina para Augusto desviar de cabeça para vencer o goleiro Cristiano. Apesar de novas oportunidades para ambos os lados no primeiro tempo, nenhuma das equipes conseguiu vazar a defesa adversária, terminando o placar em 1 x 0 para a equipe da casa.
 
No entanto, logo na saída de bola do segundo tempo Felipe Blau foi até a linha de fundo e cruzou, a bola encontrou Adílson que empurrou para as redes e empatou o jogo para o alvinegro. Com o empate do XV a partida ficou mais aberta, mas nenhuma das equipes conseguiu marcar, em noite inspirada dos goleiros Cristiano, do XV, e André Avaí, do Mirassol.
 
Com o resultado, o XV se manteve em vantagem, dependendo apenas de um empate para chegar na final da competição.

FICHA DO JOGO
MIRASSOL 1 x 1 XV DE PIRACICABA
Data: 12 de novembro de 2008.
Local: Estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol.
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho.
Público: 595 pagantes.

MIRASSOL
André Avaí; Jota, Erívelton, Augusto e Du (Lutthi); Diogo Orlando, Vina (André Martins), Acleisson e Éder (Claudecir); Wesley e Catatau.  Técnico: Roberval Davino.

XV DE PIRACICABA
Cristiano; Erlon, Carlão (Rafinha) e Evilar; Felipe Blau, Nilton, Jorge, Nenê (Thiago Furlan) e Preto; Fábio Santos e Adílson (Chibé). Técnico: Betão.
SEGUNDA PARTIDA

Diante de um ótimo público que compareceu ao Estádio Barão da Sera Negra, sob um sol muito forte, o XV de Piracicaba recebeu o Mirassol no dia 16 de novembro de 2008 e não decepcionou.



Após o empate em 1 x 1 na partida de ida, o XV de Piracicaba partiu logo pra cima do Mirassol e conseguiu abrir o placar aos 3 minutos do primeiro tempo. Aos 3 minutos Carlão recebeu cruzamento da direita e subiu mais que todo mundo, cabeceando para o fundo das redes e fazendo a alegria da torcida Quinzista. Aos 12 minutos o XV teve chance de ampliar, mas Adilson bateu cruzado para fora. Ainda na primeira etapa Fábio Santos teve a chance de marcar o segundo, mas parou na rede pelo lado de fora, deixando a partida aberta para o segundo tempo.

O Mirassol voltou melhor para o segundo tempo, mas não conseguiu ser efetivo no ataque. A falta de efetividade foi castigada aos 13 minutos, quando Fábio Santos recebeu e bateu no canto direito do goleiro André Avaí, que nada pôde fazer.

 VÍDEO: Segundo gol do XV filmado das arquibancadas do Barão.
 
 O XV selou sua vaga para a grande final da Copa Paulista aos 23 minutos, quando Adílson recebeu bom lançamento e tocou por baixo do goleiro, fazendo 3 x 0 para o XV.

Dú ainda conseguiu diminuir o placar para o Mirassol em cobrança de pênalti aos 27 minutos, mas não alterou o curso da partida, que terminou 3 x 1 para o XV, que obteve a classificação para a final, quando enfrentaria o Atlético de Sorocaba, que conseguiu derrubar o XV no último minuto do torneio, conseguindo o título.
 
Vídeo: Torcida do XV fez a festa durante a partida. Grande público no domingo de manhã no Barão.
 
FICHA DO JOGO
XV DE PIRACICABA 3 x 1 MIRASSOL
Data: 16 de novembro de 2008.
Local: Estádio Barão da Serra Negra, em Piracicaba.
Árbitro: Eduardo César Coronado Coelho.
Público: 6.614 pagantes.
 
XV DE PIRACICABA
Cristiano; Natanael, Carlão e Evilar; Felipe Blau, Erlon, Jorge, Preto e Nenê (Marlon); Fábio Santos e Adílson. Técnico: Betão.
 
MIRASSOL
André Avaí; Marlon (André Martins), Erivelton, Augusto e Du; Jota (Lutthi), Diogo Orlando, Vina e Acleisson; Wesley e Catatau (Rodrigo Avaí). Técnico: Roberval Davino.