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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

XV de Piracicaba X Mirassol: Duelo já decidiu vaga na final

XV de Piracicaba e Mirassol já se encontraram para decidir uma vaga na final da Copa Paulista de 2008. Após realizarem uma ótima campanha nas fases anteriores, XV e Mirassol fizeram duas partidas muito emocionantes para disputarem uma vaga na final da Copa Paulista daquele ano.

PRIMEIRA PARTIDA

A primeira partida das semi-finais ocorreu na cidade de Mirassol, no dia 12 de novembro. O XV de Piracicaba vinha de um empate diante do Linense, que deu a classificação ao alvinegro após a vitória de 1 x 0 na cidade de Lins. Já o Mirassol também vinha de um empate diante do Bragantino, na cidade de Bragança Paulista, que lhe rendeu a classificação para as semi-finais da Copa Paulista.
 
A partida foi bastante disputada, com boas oportunidades para os dois lados. Em uma das primeiras boas chances da partida o Mirassol abriu o placar aos 22 minutos, após o meio Éder cobrar falta e contar o toque de Vina para Augusto desviar de cabeça para vencer o goleiro Cristiano. Apesar de novas oportunidades para ambos os lados no primeiro tempo, nenhuma das equipes conseguiu vazar a defesa adversária, terminando o placar em 1 x 0 para a equipe da casa.
 
No entanto, logo na saída de bola do segundo tempo Felipe Blau foi até a linha de fundo e cruzou, a bola encontrou Adílson que empurrou para as redes e empatou o jogo para o alvinegro. Com o empate do XV a partida ficou mais aberta, mas nenhuma das equipes conseguiu marcar, em noite inspirada dos goleiros Cristiano, do XV, e André Avaí, do Mirassol.
 
Com o resultado, o XV se manteve em vantagem, dependendo apenas de um empate para chegar na final da competição.

FICHA DO JOGO
MIRASSOL 1 x 1 XV DE PIRACICABA
Data: 12 de novembro de 2008.
Local: Estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol.
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho.
Público: 595 pagantes.

MIRASSOL
André Avaí; Jota, Erívelton, Augusto e Du (Lutthi); Diogo Orlando, Vina (André Martins), Acleisson e Éder (Claudecir); Wesley e Catatau.  Técnico: Roberval Davino.

XV DE PIRACICABA
Cristiano; Erlon, Carlão (Rafinha) e Evilar; Felipe Blau, Nilton, Jorge, Nenê (Thiago Furlan) e Preto; Fábio Santos e Adílson (Chibé). Técnico: Betão.
SEGUNDA PARTIDA

Diante de um ótimo público que compareceu ao Estádio Barão da Sera Negra, sob um sol muito forte, o XV de Piracicaba recebeu o Mirassol no dia 16 de novembro de 2008 e não decepcionou.



Após o empate em 1 x 1 na partida de ida, o XV de Piracicaba partiu logo pra cima do Mirassol e conseguiu abrir o placar aos 3 minutos do primeiro tempo. Aos 3 minutos Carlão recebeu cruzamento da direita e subiu mais que todo mundo, cabeceando para o fundo das redes e fazendo a alegria da torcida Quinzista. Aos 12 minutos o XV teve chance de ampliar, mas Adilson bateu cruzado para fora. Ainda na primeira etapa Fábio Santos teve a chance de marcar o segundo, mas parou na rede pelo lado de fora, deixando a partida aberta para o segundo tempo.

O Mirassol voltou melhor para o segundo tempo, mas não conseguiu ser efetivo no ataque. A falta de efetividade foi castigada aos 13 minutos, quando Fábio Santos recebeu e bateu no canto direito do goleiro André Avaí, que nada pôde fazer.

 VÍDEO: Segundo gol do XV filmado das arquibancadas do Barão.
 
 O XV selou sua vaga para a grande final da Copa Paulista aos 23 minutos, quando Adílson recebeu bom lançamento e tocou por baixo do goleiro, fazendo 3 x 0 para o XV.

Dú ainda conseguiu diminuir o placar para o Mirassol em cobrança de pênalti aos 27 minutos, mas não alterou o curso da partida, que terminou 3 x 1 para o XV, que obteve a classificação para a final, quando enfrentaria o Atlético de Sorocaba, que conseguiu derrubar o XV no último minuto do torneio, conseguindo o título.
 
Vídeo: Torcida do XV fez a festa durante a partida. Grande público no domingo de manhã no Barão.
 
FICHA DO JOGO
XV DE PIRACICABA 3 x 1 MIRASSOL
Data: 16 de novembro de 2008.
Local: Estádio Barão da Serra Negra, em Piracicaba.
Árbitro: Eduardo César Coronado Coelho.
Público: 6.614 pagantes.
 
XV DE PIRACICABA
Cristiano; Natanael, Carlão e Evilar; Felipe Blau, Erlon, Jorge, Preto e Nenê (Marlon); Fábio Santos e Adílson. Técnico: Betão.
 
MIRASSOL
André Avaí; Marlon (André Martins), Erivelton, Augusto e Du; Jota (Lutthi), Diogo Orlando, Vina e Acleisson; Wesley e Catatau (Rodrigo Avaí). Técnico: Roberval Davino.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Personagem do Mês 02/2013 - Warner

Nesta semana, o XV de Piracicaba perdeu um dos grandes jogadores de sua história. Warner faleceu na noite de quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013, devido à complicações cardíacas. Tendo em vista o falecimento de um dos grandes expoentes da história de nosso alvinegro, o "Blog Histórias do XV" escolheu Warner como o "Personagem do Mês" de fevereiro de 2013.
 
FOTO: Warner, em seu ínicio no XV de Piracicaba (Rocha Netto).
 
Waldemar Alves, o Warner, nasceu em 27 de outubro de 1940. O centroavante iniciou sua carreira disputando os campeonatos amadores da cidade de Piracicaba pela equipe da Companhia Boys. Após conseguir grande destaque na equipe amadora, Waldemar foi contratado pela equipe da Associação Atlérica Botucatuense para disputar a terceira divisão do futebol paulista. Na cidade de Botucatu, Waldemar recebeu o apelido de Warner, que carregaria até os últimos momentos de sua vida. Logo em sua segunda partida Warner balançou as redes do Avaré.
 
Warner ainda passou por boas equipes do interior paulista, como a Ferroviária de Botucatu e a Ponte Preta de Campinas, mas a equipe em que mais se destacou foi, sem dúvida, o XV de Piracicaba.
 
Pelo XV, Warner estreou no ano de 1962 e logou começou a se destacar. No ano de 1964 recebeu o troféu dado pela Federação Paulista de Futebol, após ser eleito o melhor jogador do XV no Campeonato Regional. Após boas atuações, Warner participou com o elenco do XV da famosas excursão realizada pelo alvinegro na Europa, em países como União Soviética, Polônia, Dinamarca, Alemanha e Suécia. Warner teve a oportunidade de enfrentar um dos melhores goleiros da história do futebol naquela oportunidade, Lev Yashin, o "aranha negra".
 
Sem dúvida, uma das maiores conquistas da carreira de Warner aconteceu no ano de 1967, ano em que o XV obteve o tricampeonato da Divisão de Acesso do Futebol Paulista. Warner foi um dos grandes destaques da equipe, que contava ainda com jogadores como Hidalgo, Nicanor, Amauri e Piau.
 
FOTO: Equipe Campeã do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 1967. No destaque, Warner entre os jogadores Amauri e Joaquinzinho.
 
VÍDEO: Gol marcado por Warner na fase final do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 1967, na partida contra o Ferroviário.
 
Warner ainda foi um dos responsáveis pela conquista da famosa "Taça dos Invictos" no ano de 1967. Neste ano, o XV de Piracicaba conseguiu uma série invicta de 25 partidas, superando o antigo detentor da taça, o Paulista de Jundiaí, que havia conseguido 22 partidas de invencibilidade. Com o recorde, o XV conseguiu a posse definitiva da taça, que hoje encontra-se na sede do alvinegro no Estádio Municipal Barão da Sera Negra.
 
Após 10 anos de carreira, Warner abandonou o futebol profissional em 1970. A saída do futebol foi motivada por graves problemas no joelho direito, agravada pelas constantes infiltrações tomadas para entrar em campo.
 
FOTO: Warner em sua última aparição pública, no Seminário sobre os 100 anos do XV de Piracicaba (Acervo Pessoal).
 
A última aparição pública de Warner ocorreu no dia 28 de janeiro de 2013, quando o ex-jogador participou do Seminário "100 anos do XV: Personagens da História". Na oportunidade, Warner teve o prazer de reencontrar os companheiros Getúlio e Hélio Saconni, que também participaram do evento.
 
FOTO: Getúlio, Warner, Rafael (Prefeitura de Piracicaba), Rubens Braga e Hélio Saconni (Acervo Pessoal).
 
INFORMAÇÕES E FOTOS: "A HISTÓRIA DO XV - II PARTE" - Delphim F. Rocha Netto


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O dia em que o Santos de Pelé sucumbiu ao XV de Ditinho: "A quebra do Tabu"

 XV de Piracicaba e Santos sempre realizaram grandes partidas. No entanto, uma delas ficou especialmente marcada para a nação quinzista. O XV de Piracicaba não vencia o Santos desde 11 de maio de 1952, quando a equipe comandada por Santo Cristo, que marcou 2 gols na partida, venceu a equipe da baixada pelo placar de 3 x 0, em partida amistosa realizada no Estádio Roberto Gomes Pedrosa.

Após 20 anos da última vitória, o Nhô-Quim conseguiu derrubar o Santos no Estádio Barão da Serra Negra, derrubando então o famoso tabu entre as equipes. A partida tão lembrada pela torcida do XV foi realizada em dia 28 de agosto do ano de 1972, e ficou marcada como um dos maiores jogos da época para o XV de Piracaba.

FOTO: Rocha Netto recebe Pelé antes da partida em que caiu o tabu de 23 anos entre as equipes.
 
O JOGO - A tão lembrada partida ocorreu sob o olhar de um bom público presente no Estádio Barão da Serra Negra, que gerou a boa renda de Cr$ 47.133,00. O XV não realizava boa campanha naquele ano e vinha de incríveis 23 jogos sem somar uma vitória no Campeonato Paulista. Surpreendendo todas as perspectivas da época, o XV de Piracicaba saiu de campo com sua primeira vitória no campeonato, justamente contra o todo poderoso Santos de Pelé.

A grande jogada da partida ocorreu aos 37 minutos, quando Pitanga arriscou um chute, que bateu no zagueiro Paulo e sobrou para Ditinho, que dentro da área bateu, sem chances para o goleiro Cejas.  O Santos ainda buscou o empate, mas Pelé e companhia não foram suficientes para furar a defesa formada por Volmir, Jurandir, Macalé e Arlindo.
 
FOTO: Ditinho, o grande herói do XV na partida que derrubou o longo tabu contra o Santos.

FICHA DO JOGO
XV DE PIRACICABA 1 x 0 SANTOS
Data: 27 de agosto de 1972
Local: Estádio Barão da Serra Negra, em Piracicaba.
Árbitro: José Olimpo Clemente de Oliveira.
Renda: Cr$ 47.133,00

XV DE PIRACICABA
Roque; Volmir, Jurandir, Macalé e Arlindo; Ademir Gonçalves e Naves; Ditinho, Pitanga, Cassiano (Carlos Frank) e Du. Técnico: Mané.

SANTOS
Cejas; Orlando, Paulo, Altivo e Zé Carlos; Clodoaldo (Léo) e Nenê; Roberto Carlos, Alcino (Ferreira), Pelé e Edu.

INFORMAÇÕES E FOTOS: "A HISTÓRIA DO XV - PARTE II", de Delphim F. Rocha Netto.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

No ano do título nacional, o Guarani de Careca não conseguiu derrubar o XV

O ano de 1978 pode ser considerado o mais importante para o futebol do interior do país. Pela primeira, e até o momento única vez, um clube sediado fora das capitais do Brasil conseguiu vencer o Campeonato Brasileiro da Série A. O Campeão Brasileiro de 1978 foi o Guarani FC, de Campinas/SP.
 
O Bugre contava naquele ano com grandes jogadores, como Careca, Zé Carlos e Zenom, jogadores que ajudaram a derrubar a equipe do Palmeiras nas duas partidas da grande final, vencidas por 1 x 0 pelo time do interior de São Paulo.
 
Apesar da força demonstrada pelo Guarani no ano de 1978, a equipe de Campinas não foi capaz de derrotar o XV de Piracicaba nas duas partidas realizadas entre as equipes no Campeonato Paulista daquele ano.
 
PRIMEIRA PARTIDA
 
A primeira partida entre XV de Piracicaba e Guarani no ano de 1978 ocorreu no dia 3 de setembro, apenas 20 dias após o Guarani ter conquistado o Campeonato Brasileiro, valendo pela 4ª rodada do primeiro turno do Campeonato Paulista, no Estadio Barã da Sera Negra, em Piracicaba.
 
FOTO: Zé Luiz, o autor do primeiro gol da vitória do XV sobre o Bugre de Campinas.
 
Sob o olhar de 9.759 pagantes, O XV conseguiu derrotar o time campineiro pelo placar de 2 x 1. Os gols do XV foram marcados por Nardela e Zé Luiz, enquanto Careca descontou para o time do Guarani. O resultado poderia ter sido ainda mais elástico, já que Nardela perdeu uma cobrança de pênalti, que bateu na trave do goleiro Neneca.
 


FOTO: Nardela, o autor do segudo gol do alvinegro no jogo.

FICHA TÉCNICA
XV 2 x 1 GUARANI
Data: 03 de setembro de 1978.
Local: Estádio Barão da Serra Negra, em Piracicaba.
Árbitro: Sílvio Acácio da Silveira.
Público: 9.759 pagantes.
Renda: Cr$ 294.460,00
 
XV DE PIRACICABA
Pizeli; Ademir Carloni, Fernando, Elói e Almeida; Vadinho, Perréla e Lima; Cabrera (Barbosa), Fio e Zé Luiz. Técnico: Nestor Alves.
 
GUARANI
Nenera; Mauro, Edson, Gomes, Edson e Tadeu; Manguinha, Renato e Zenon; Capitão (Gersinho), Careca e Bozó (Adriano).Técnico: Carlos Alberto Silva.
 
SEGUNDA PARTIDA
 
Já a segunda partida foi realizada no dia 24 de fevereiro de 1979, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, na cidade de Campinas. Sob o olhar de um público pagante de 7.750, o Guarani conseguiu sair de campo com um empate de 2 x 2 contra o XV de Piracicaba.
 
O XV surprendeu o Bugre Campineiro nos minutos finais da partida. Miltão e Zenon haviam marcado para o Guarani, enquanto Perrela havia anotado o único gol para o XV. No entanto, aos 42 minutos da segunda etapa Barbosa conseguiu passar por Neneca e empatar a partida para o XV, garantindo a invencibilidade do XV sobre o Guarani, atual campeõa brasileiro, no Campeonato Paulista de 1978.

FICHA DO JOGO
GUARANI 2 x 2 XV DE PIRACICABA
 
Data: 24 de fevereiro de 1979.
Local: Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas.
Árbitro: Romualdo Arpi Filho.
Público: 7.750 pagantes.
Renda: Cr$ 196.010,00
 
XV DE PIRACICABA
Getúlio; China, Fernando, Ivã e Almeida; Vadinho, Nardela e Sérgio Zaia; Zé Roberto, Perrela e Zé Luiz. Técnico: Peixinho.
 
GUARANI
Nenera; Mauro, Edson, Gomes e Miranda; Zé Carlos, Zenon e Renato; Capitão, Miltão e Claudinho. Técnico: Carlos Alberto Silva.
 
FOTOS E INFORMAÇÕES: "A HISTÓRIA DO XV - PARTE II", de Delphim F. Rocha Netto.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

XV x Linense: vitória inesquecível na decisão de 1948.

As equipes do XV de Piracicaba e do CA Linense já fizeram grandes duelos válidos por diversos campeonatos do Futebol Paulista. No entanto, nenhum deles é tão lembrado como a goleada do XV de Piracicaba pelo placar de 5 x 1 em jogo decisivo do "Campeonato do Acesso" de 1948, equivalente à atual Série A2 do Campeonato Paulista.
 
No ano de 1948, o XV de Piracicaba entrou como um dos favoritos para a conquista da segunda divisão do campeonato paulista, já que o alvinegro piracicabano havia se sagrado campeão deste torneio no ano de 1947. No entanto, em 1948 o mesmo campeonato teria um valor muito maior, pois a Lei do Acesso havia sido instituída pela Federação Paulista de Futebol, que, com anuência dos 10 clubes fundadores da FPF, decidiu dar vaga na Primeira Divisão do Futebol Paulista de 1949 para o campeão da Divisão de Acesso do ano de 1948.
 
O CAMPEONATO - O Campeonato do Acesso de 1948 foi disputado por 42 clubes do interior paulista, distribuídos em três grupos de 14 equipes, denominados Séries Preta, Branca e Vermelha. O XV de Piracicaba foi campeão da Série Preta, com 40 pontos ganhos, enquanto o Rio Pardo F.C. foi campeão da Série Vermelha, com 49 pontos e o Linense foi campeão da Série Branca, com 35 pontos ganhos.
 
A segunda fase, denominada "Torneio dos Campeões", reuniu os três clubes campeões de suas séries, que jogariam entre si em turno e returno, jogando uma partida em seus domínios e outra na de seus adversários. Ao final do "Torneio dos Campeões", as três equipes terminaram empatadas, com 4 pontos ganhos.
 
Diante do empate triplo, a Federação Paulista de Futebol decidiu, já no ano de 1949, realizar um torneio em sua sede para definir  grande campeão do interior de 1948. No sorteio, o Linense ficou no chapéu, já aguardando o vencedor da partida entre XV e Rio Pardo para fazer a grande final. Após a vitória do XV, por 2 x 1, no duelo contra o Rio Pardo, ficou definido que XV e Linense jogariam no dia 13/02/1949 para decidir quem seria o grande campeão.

FOTO: Linha de ataque do XV no ano de 1948. Cardeal, Sato, Picolino, Gatão e Rabeca. Destaque para Gatão e Rabeca, que marcaram 2 gols cada na grande final.
 
O JOGO - Para decidir o grande campeão do interior, o pioneiro da "Lei do Acesso", XV e Linense adentraram o gramado do Palestra Itália com grande público, que gerou uma renda de Cr$ 110.655,00, estabelecendo um recorde de renda no Campeonato do Interior da Segunda Divisão.
 
O primeiro tempo foi bastante equilibrado, especialmente pela cautela adotada pela equipe alvinegra, que postou sua defesa muito fechada. Após muita disputa na primeira etapa, nenhuma das equipes conseguiu balançar as redes, terminando com o placar de 0 x 0, deixando a decisão para a segunda etapa.
 
Já no segundo tempo, ao contrário do primeiro, a torcida pôde presenciar uma chuva de gols na capital paulista. Logo aos 4 minutos, Gatão conseguiu vencer Leopoldo, mandando a bola para o fundo do gol do Linense. Rabeca, aos 9 minutos, e De Maria, aos 22, ampliaram a vantagem para o time alvinegro, colocando 3 x 0 no placar.
 
Aos 28 minutos de jogo, Moreno conseguiu vencer Elias, diminuindo a vantagem e reascendendo a esperança da equipe do Noroeste Paulista. No entanto, a chama de esperança logo se apagou, quando, aos 34 minutos, Rabeca bateu para o gol e contou com o desvio de Jair I para colocar o 4 no placar do alvinegro. Aos 36 minutos, Gatão marcou o segundo dele no jogo, fechando o placar do jogo em 5 x 1 para o XV de Piracicaba, o "Pioneiro da Lei do Acesso".

FOTO: Equipe campeão de 1948.
Em pé: João Guidotti (Presidente), Ari, Elias, Idiarte, Strauss, Cardoso, Adolfinho e Jorge Coury (Diretor do D.P.);
Agachados: De Maria, Sato, Picolino, Rabeca e Gatão.
 
Um dos detalhes que chamaram a atenção na partida foi o zagueiro Idiarte. O xerife da defesa alvinegra disputou a partida com a mão direita quebrada, jogando toda a partida até o fim.
 
A COMEMORAÇÃO - Quando a equipe campeã chegou em Piracicaba à noite, pelo trem denominado "Expresso da Vitória", uma enormidade de Piracicabanos aguardava a chegada dos heróis, que foram carregados nos ombros da torcida até o centro da cidade, onde a festa continuou.

 FOTO: Aurélio Belotti, de "A Gazeta Esportiva", Adolfinho e João Guidotti, o presidente, segurando a taça de campeão nos vestiários do Parque Antártica.
 
FICHA TÉCNICA:
XV DE PIRACICABA 5 x 1 LINENSE
Data: 13 de fevereiro de 1948;
Local: Palestra Itália, em São Paulo/SP;
Gols: Gatão (XV), aos 4' e 36', Rabeca (XV), aos 9' e 34', De Maria (XV), aos 22' e Moreno (Linense), aos 28', todos do segundo tempo.
 
XV DE PIRACICABA
Ari, Elias e Idiarte; Cardoso, Strauss e Adolfinho; De Maria, Sato, Picolino, Gatão e Rabeca. Técnico: Eugênio Vanni.
 
LINENSE
Leopoldo, Noca e Jair I; Gatinho, Braz e Mário; Demais, Moreno, Carabina, Jair II e Carmelo.

FOTO: Primeira página de "A Gazeta Esportiva" do dia 14 de fevereiro de 1949, com as fotos do time campeão e a foto do primeiro gol do jogo, marcado por Gatão.

FOTOS E INFORMAÇÕES: "A HISTÓRIA DO XV", de Delphim F. Rocha Netto.