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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Personagens da História - Especial Centenário - Pizelli

Prosseguindo com a série de reportagens em homenagem ao centenário do XV de Piracicaba, o Blog Histórias do XV entrevistou um dos goleiros mais importantes da história do XV.

 Nascido em Piracicaba, no dia 05 de setembro de 1957, Marcos Pizelli começou sua carreira profissionalmente na equipe do XV. Ganhou destaque atuando na meta do XV entre as décadas de 70 e 80, mas ficou especialmente marcado como o grande goleiro da inesquecível equipe campeã da Segunda Divisão no Campeonato Paulista de 1983.

Marcado para sempre na história do alvinegro piracicabano, Pizelli aceitou o convite do Blog Histórias do XV para contar as lembranças que guarda do tempo que passou defendendo a camisa do time de sua cidade, o XV de Piracicaba.
 
FOTO: Pizzeli em ação contra a equipe do São Paulo FC em 1984.
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV - Pizelli, como você chegou ao XV e como foi sua estreia no time principal?

PIZELLI - Comecei nas equipes amadoras do Clube Atlético Piracicabano, sagrando-se bicampeão amador em 1974. Em 1975 disputamos o Amador do Estado, ficando de fora da fase semifinal. O XV, de Romeu Ítalo Rípoli, em agosto de 1975, estava passando por um processo de reformulação do plantel e contratou vários jogadores como: Getúlio, Muri, Fernando, Almeida, Capitão, Elói, e já possuía no elenco seus jovens valores: Nardela, Delém, Joãozinho Paulista, Dadá, Paulinho, e me juntei a eles.
Assim foi minha chegada ao clube. Nesse mesmo ano fomos fazer uma excursão para Santa Catarina, onde todos os elementos desse plantel tiveram a oportunidade de se apresentar ao Técnico Dema. A cada jogo ele colocava um time para testar a todos. Na volta disputamos o torneio Jose Ermírio de Moraes - todos os clubes do interior que não disputavam o Campeonato Brasileiro - e sagramos Campeão.
 
NOTA DO BLOG - Pizelli iniciou os treinos na equipe do XV no dia 3 de julho de 1975. Chegou prometendo fazer sombra aos demais goleiros, especialmente ao famoso Getúlio, titular absoluto do XV.
A estreia de Pizelli com a camisa do XV aconteceu em um amistoso realizado no dia 3 de agosto de 1975, contra a equipe da Ferroviária no Barão. A partida acabou com o placar de 1 x 1, com Pizelli substituindo o titular Getúlio no segundo tempo da partida.
Já a estreia em jogos oficiais aconteceu no dia 27 de agosto de 1975, em partida válida pelo Torneio José Ermírio de Moraes Filho, equivalente hoje à Copa Paulista. A partida que marcou sua estreia oficial aconteceu no estádio Ulrico Mursa, em Santos, contra a equipe da Portuguesa Santista. Novamente, Pizelli substitui o goleiro Getúlio na vitória do alvinegro pelo placar de 3 x 0.

FOTO: Pizelli em ação defendendo a meta do XV.
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV - Qual foi o jogo  mais importante que você se recorda com a camisa do XV?

PIZELLI - O jogo que mais me recordo aconteceu na cidade de Campinas, contra a Ponte Preta, quarta-feira a noite, dia de chuva. Ao chegar no vestiário, fiquei sabendo que o  Getúlio não tinha condições de jogo. Como estava chovendo muito, o jogo foi muito difícil, com muita pressão.
João Paulo fez 1 X 0 para o XV e no final do jogo foi marcado um pênalti a favor da Ponte Preta. O mestre, como era chamado Dicá, foi bater o pênalti e, para minha felicidade, consegui defender o pênalti. Conseguimos vencer a Ponte em pleno Moisés Lucarelli. Ao final do jogo, o goleiro da Ponte Preta, que na época era o Carlos, goleiro que depois foi jogador do Corinthians e da seleção veio me cumprimentar pelo feito.

BLOG HISTÓRIAS DO XV - Mais alguma partida marcou sua passagem pelo XV?

PIZELLI - Outra partida que me recordo aconteceu no ano de 1981, quando estávamos disputando a Intermediária, divisão abaixo da Primeira na época. Disputamos o final da competição com o Santo André e com o São Bento (jogos realizados no Parque Antártica, em São Paulo). Acabei me destacando em todos os jogos, sendo considerado o melhor jogador, não só pela imprensa local, mas também pela imprensa da Capital. Também me recordo de várias partida de 1983, quando subimos o XV para a Primeira Divisão do Paulista.

FOTO: Time do XV que empatou por 1 x 1 a partida contra o Santo André pela fase final da segunda divisão de 1981.
De pé: Jair dos Santos (Médico), Alã, China, Aílton Luiz, Vadinho, Pizelli e Alcir.
Agachados: Serginho, Zezinho, Oriel, Rogério, Brandão e Baianinho (massagista).

BLOG HISTÓRIAS DO XV - Dentre as equipes que você acompanhou quando já estava no XV, qual você classifica como a melhor?

PIZELLI - Na minha opinião, o melhor time foi o de 1983. Era um plantel unido e que sabia o que queria. Inclusive com o Treinador Galdino Machado no comando fazendo um excelente trabalho.

FOTO: Pizelli ostentando a faixa e a medalha de Campeão da Segunda Divisão do Campeonato Paulista de 1983.

BLOG HISTÓRIAS DO XV - Como você avalia a importância do XV na sua carreira?

PIZELLI - Foi meu primeiro passo para a conquista de minha apresentação ao futebol profissional. Assim, fiquei conhecido no meio futebolístico. Era como hoje, o sonho de muitos chegar ao futebol profissional.

BLOG HISTÓRIAS DO XV - Pizelli, você gostaria de deixar um recado para a torcida do XV?

PIZELLI - Torcedor, torçaa e empurre seu time, o incentive, isso faz muita diferença em um jogo. Faça tudo por ele, mas não se esqueça de que ganhar ou perder faz parte do jogo.

FOTOS: "A História do XV - Parte II" - Delphim F. Rocha Netto.

BLOG HISTÓRIAS DO XV

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Jogos para a História - O dia em que o XV derrubou o Flamengo no Barão

Hoje, na série "Jogos para a História", o Blog Histórias do XV relembra uma das grandes partidas do XV na gloriosa década de 70. O adversário era o poderoso rubro-negro do Rio de Janeiro.
 
Após 30 anos longe de Piracicaba, o Flamengo voltou até a cidade para enfrentar o XV em jogo válido pela Segunda Fase do Campeonato Brasileiro de 1977. A última visita do rubro-negro carioca na cidade havia ocorrido em 10 de abril de 1947, quando enfrentaram o XV no amistoso de inauguração dos refletores do Estádio do alvinegro. Em tal oportunidade, o Flamengo derrotou o XV pelo placar de 4 x 2.
 
No entanto, em 1977 a situação foi diferente. Jogando debaixo de muita chuva na cidade de Piracicaba, o Flamengo não conseguiu furar a defesa do XV, liderada pelo goleiro Getúlio. A inesquecível partida ocorreu no dia 07 de dezembro de 197, quarta-feira.
 
A partida foi válida pelo Campeonato Brasileiro de 1977. O XV participou da divisão principal do campeonato nacional por meio de um convite realizado pelo Presidente da CBD (Confederação Brasileira de Desportos), Almirante Heleno Nunes, tendo em vista o excelente desempenho do XV no Campeonato Paulista de 1976.
 
O XV de Piracicaba terminou a competição na 22ª colocação, após chegar até a terceira fase do Campeonato, que terminou com título do São Paulo Futebol Clube.

A PARTIDA

O jogo entre as equipes teve a segunda melhor renda em jogos no Barão da Serra Negra no ano de 1977. Para um público total aproximado de 17.800 espectadores, a renda total foi de 580.350 cruzeiros. A partida poderia ter recebido público ainda maior, mas as fortes chuvas que atingiram a cidade de Piracicaba naquele dia afastaram muitos espectadores da partida.
 
FOTO: Imagem do ingresso da partida histórica entre XV e Flamengo (Rinaldo Tremocoldi).
 
A partida foi bastante disputada, com destaque para a defesa do alvinegro, que conseguiu segurar o ótimo ataque do Flamengo, formado na oportunidade por Osni, Claudio Adão e Luiz Paulo. A equipe carioca ainda contava com grandes jogadores como Paulo César Carpegiani e Adílio.
 
FOTO:  Paulo César Carpegiani recebe a flâmula do alvinegro entregue pelo inesquecível Rocha Netto, presidente de honra do nosso alvinegro.
 
O gol da vitória do alvinegro poderia ter ocorrido logo aos 21 minutos, quando Brito aproveitou rebote do goleiro Cantareli e mandou a bola pro gol, que bateu novamente no goleiro e entrou. No entanto, após grande confusão na área, o árbitro Rubens Maranhão mandou a jogada seguir, deixando de assinalar o primeiro gol do alvinegro.
 
Apesar do erro de arbitragem, a justiça foi feita apenas aos 45 minutos do segundo tempo, quando Nardela marcou para o alvinegro. Em mais um erro da arbitragem, na súmula constou equivocadamente o nome de Roberto como autor do gol.
 
 
FOTO: Lance de ataque do XV contra o gol do arqueiro Cantarelli.
 
A vitória do alvinegro foi fundamental para a classificação do alvinegro para a terceira fase do campeonato, já que o alvinegro de Piracicaba somou 5 pontos, ficando na frente da forte equipe do Cruzeiro, que somou o mesmo número de pontos.
 
FOTO: Nardela, o autor do gol da vitória do XV de Piracicaba.

FICHA DA PARTIDA

XV de Piracicaba 1 x 0 Flamengo

Data: 7 de dezembro de 1977.

Local: Estádio Barão da Serra Negra, Piracicaba/SP;

XV de Piracicaba - Getúlio; Volmir, Elói, Ivã e Almeida; Vadinho, Nardela e Perrela; Brito, Alcides e João Paulo (Roberto Cruz). Técnico: Dema.

Flamengo - Cantarelli; Toninho, Rondineli, Nelson e Júnior; Merica, Paulo César Carpegiani e Adílio; Osni (Ramires), Cláudio Adão e Luiz Paulo. Técnico: Jaime Valente.

Gol: Nardela (45m do 2º tempo).

Público:  17.302 pagantes;

Renda: Cr$ 580.350,00.

FOTOS E INFORMAÇÕES: "A História do XV - Parte II", Delphim F. Rocha Netto.

BLOG HISTÓRIAS DO XV
 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Personagens da História - Especial Centenário - Capitão

Prosseguindo com a série especial de entrevistas "Personagens da História - Especial Centenário", o Blog História do XV conversou com o ex-jogador Capitão.
 
Rodolfo Carlos de Lima, o Capitão, nasceu no dia 4 de fevereiro de 1954, na cidade Regente Feijó, pequeno município situado no interior de São Paulo. Capitão começou sua carreira nas categorias de base do Corinthians de Presidente Prudente no ano de 1970. Após optar pelo curso de Educação Física, Rodolfo decidiu seguir a carreira de jogador de futebol profissional.
 
Capitão relembrou os momentos em que viveu vestindo a camisa zebrada do XV de Piracicaba.
 
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV: Capitão, como você chegou ao XV?
 
CAPITÃO: Cheguei em Piracicaba em 1974, com 19 para 20 anos, recém formado em Educação em educação física, acabei optando pela carreira de atleta profissional. Sai de minha casa e enfrentei numerosos problemas, pois nessa época, o XV não possuía uma estrutura de alojamento, de alimentação e nem de repouso.
Quando cheguei a Piracicaba, morei na antiga sede do XV na rua Regente Feijó (antigo campo) sem nenhuma condição.
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV: Como foi seu início no XV?
 
CAPITÃO: Apesar das dificuldades, o Presidente Rípoli montou uma equipe muito competitiva, com jogadores jovens vindos dos clubes da segunda divisão, juntamente com alguns jogadores experientes. No primeiro ano (1975), acabamos em 8º lugar no Campeonato Paulista e logo depois fomos vice-campeões do Torneio José Ermírio de Moraes, que hoje é equivalente à Copa Paulista.
 
Nota do BLOG: O Torneio Jose Hermírio de Moraes Filho, pode ser considerado equivalente à Copa Paulista de Futebol, disputada atualmente pela extensa maioria das equipes do interior de São Paulo. Naquele ano, o XV superou equipes como Ponte Preta, Comercial, Botafogo, Ferroviária, América e Portuguesa. O alvinegro Piracicabano conseguiu o título no dia 07 de setembro de 1975, após vencer a equipe do América, na cidade de Rio Preto, pelo placar de 2 x 0, com gols de Capitão e Paulinho.
 
FOTO: Equipe campeã do Torneio José Ermírio de Moraes Filho.
De pé: Volmil, Valdir, Getúlio, Nenê, Elói, Muri, Almeida e Fernando.
Agachados: Paulinho, Nardela, Joãozinho, Capitão, Pitanga, Benê, Valdemar e João Paulo.
 
CAPITÃO: Já no meu segundo ano de XV (1976), conseguimos chegar ao vice-campeonato Paulista. Esse título demonstra a importância do XV na minha carreira. A partir daí saí para o Santos, depois fui para o Vasco e logo na sequencia fui vendido ao Guarani, onde fui Campeão Brasileiro em 1978. Após o título nacional minha carreira já estava concretizada e fortalecida. Parti para jogar em outros grandes clubes e acabei minha carreira na cidade de Campinas, passando a trabalhar nas categorias de base do Guarani.

FOTO: Time vice-campeão Paulista de 1976 pelo XV de Piracicaba, em amistoso comemorativo contra o Santos.
Em pé: Fernando, Capitão, Almeida, Pizeli, Muri, Elói, Volmir, Doná e Getúlio;
Agachados: Paulinho, Delém, Nardela, Zé Ito, Vagner, Ademir Carloini, João Paulo e Pitanga.
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV: Qual é a importância do XV na sua carreira?
 
CAPITÃO: Minha passagem pelo XV também foi muito importante, pois, no dia a dia, aprendi, com os atletas mais experientes, a entender melhor o futebol. Destaco jogadores como Getúlio, Fernando, Muri, Bene, Madureira, Wernek, Pitanga e também com treinadores como Nestor Alves, Norberto Lopes e especialmente com o Sr. Dema.
 
FOTO: Almeida, Pitanga e Capitão, após o vice-campeonato de 1976. Almeida e Capitão aparecem vestindo a camisa do Santos, já que foram emprestados para disputa do Campeonato Brasileiro.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Qual é a partida que você considera mais importante durante sua passagem pelo XV?
 
CAPITÃO: Um jogo importante, embora não tenha ocorrido no Campeonato Paulista, mas sim pelo Torneio José Ermírio de Moraes Neto de 1975, foi a jogo do título contra o América de Rio Preto. Me lembro dessa partida porque marquei o segundo gol da vitória do XV, na casa do adversário, sendo que com essa vitória o XV foi campeão sem a necessidade de uma final, já que venceu os dois turnos.

FOTO: Partida entre XV de Piracicaba e América, que deu o título do Torneio José Ermírio de Moraes Neto.
Em pé: Getúlio, Nenê, Fernando, Almeida, Muri, Elói e Pavanelli;
Agachados: Capitão, Pitanga, Benê, Nardela e João Paulo.
 
BLOG HISTÓRIAS DO XV: Gostaria de deixar um recado para a torcida do XV?
 
CAPITÃO: O recado que passe para a torcida do XV, é que ela curta esse grande momento do seu time, pois estamos ano a ano, vários clubes tradicionais praticamente desaparecendo ou afundando em dívidas, com futuro incerto no futebol.
Salve grande XV DE NOVEMBRO DE PIRACICABA, que fez parte da minha vida, devo gratidão a esse clube que me proporcionou a realização de meus sonhos como atleta profissional de futebol.
Parabéns XV de Piracicaba pelo seu centenário.
 
Após encerrar a carreira, Capitão trabalhou na base do Guarani e hoje trabalha como auxiliar técnico do treinador Artur Neto. Trabalhou em diversos clubes a partir de 2002, como Figueirense, América de Natal, ABC de Natal, Remo, Paysandu, Atlético Goianiense, Vila Nova (GO), Botafogo de Ribeirão Preto, entre outros. Atualmente, reside na cidade de Ribeirão Preto, com sua esposa e com os filhos Rodolfo Jr. e Rafael, aguardando novas oportunidades de trabalho.
 
CLUBES EM QUE ATUOU
E.C. Corinthians de Presidente Prudente (1970/74); E.C. XV de Novembro de Piracicaba (1974/78); Santos Futebol Clube (1976 - empréstimo); Vasco da Gama (1977 - empréstimo); Guarani Futebol Clube (1978-82); Coritiba (1981 - empréstimo); Clube Atlético Paranaense (1982-1985); Sociedade Esportiva Palmeiras (1983); Pinheiros Futebol Clube/PR (1985); Marília Atlético Clube (1986) e São José Esporte Clube (1986).
 
PRINCIPAIS CONQUISTAS
1975 - Campeão do Torneio Jose Hermírio de Moraes Moraes (XV de Piracicaba);
1976 - Vice-Campeão Paulista (XV de Piracicaba);
1977 - Campeão da Taça Guanabara e Campeonato Carioca (Vasco da Gama);
1978 - Campeão Brasileiro (Guarani);
1981 - Campeão Brasileiro da Taça de Prata (Guarani);
1982/1983 - Bicampeão Paranaense (Atlético Paranaense).

Fotos: "A História do XV" - Parte II - Delphim F. da Rocha Netto

Blog Histórias do XV


terça-feira, 2 de julho de 2013

Personagens da História - Especial Centenário - Alencar


Faltando 4 meses para o aniversário dos 100 anos do XV de Piracicaba, o Blog Histórias do XV apresenta uma série de reportagens com jogadores que marcaram a história do XV de Piracicaba e aceitaram relembrar os bons momentos vividos com a camisa do alvinegro piracicabano. A série de postagens “Personagens da História – Especial Centenário” apresenta diversas entrevistas com personagens da história recente do alvinegro, relembrando os melhores momentos de suas passagens pelo alvinegro.

A primeira entrevista traz um dos grandes jogadores que vestiram a camisa 1 do nosso alvinegro. Seguindo a tradição de grandes Goleiros no XV de Piracicaba, o XV esteve muito bem representado no final da década de 90. Participante de uma das melhores equipes do XV nos últimos tempos. 

Francisco Paulo de Alencar Filho, ou simplesmente Alencar, chegou ao XV no ano de 1996. Permaneceu no XV até o ano de 1999, ano em que foi contratado pelo São Paulo Futebol Clube. O goleiro foi o grande paredão do último momento de grande destaque do XV no cenário nacional, no ano de 1998, quando a equipe terminou o Campeonato Brasileiro da Série B na 5ª colocação, muito próximo da fase final que poderia dar ao XV uma vaga na elite do futebol nacional.



BLOG HISTÓRIAS DO XV: Alencar, qual foi o momento mais marcante de sua passagem pelo XV?

ALENCAR: Um dos melhores momentos que passei pelo XV aconteceu quando eliminamos o Vila Nova de Goiás pelo Campeonato Brasileiro da Série B de 1998. A equipe perdeu a primeira partida em Goiás (1 x 0), empatou a segunda em Piracicaba (0 x 0) e venceu a decisiva partida em Piracicaba (2 x 0).

Nota do BLOG - Na decisiva vitória diante do Vila Nova, o XV foi ao campo com a seguinte escalação: Alencar; André Conceição, Zé Carlos, Sandro, Vagner e Cuca (Rogerinho); Daniel Frasson, Caio Júnior e Daniel Edgard; Irineu e Gauchinho. Técnico: Ernesto Paulo. Os gols da partida foram marcados por Gauchinho e Rogerinho.

Foto: Time do XV em 1998.
De pé: Alencar, Leandro Silva, Sandro, Zé Carlos, Cuca e Wagner;
Agachados: Daniel Frasson, Rogerinho, Caio Jr., Deyves e Gauchinho.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Mais algum momento está marcado em sua memória?

ALENCAR: Nunca me esqueço também de um jogo em que o XV perdeu para a Ponte Preta, quando perdemos a disputa melhor de 3 na cidade de Campinas, pela Série B de 1997. Perdemos a partida por 1 x 0, com um gol que saiu na cobrança de pênalti do Marcelo Segipano, que eu defendi, mas o zagueiro Marcelo Souza fez o gol. Nessa partida tive a oportunidade de substituir o Maizena. Apesar da derrota, foi uma das minhas melhores partidas. A partir desse jogo construí minha história no XV.




BLOG HISTÓRIAS DO XV: Qual a importância do XV na sua carreira?

ALENCAR: Eu dei meu máximo em todas as equipes que passei, mas o XV foi a equipe que me identifiquei melhor. Devo muito ao XV, que foi o clube que me projetou para o futebol nacional, de onde sai em 1999 para jogar no São Paulo.


BLOG HISTÓRIAS DO XV:  Gostaria de deixar uma mensagem para a torcida do XV?

ALENCAR:  “Estou com saudades de Piracicaba. Em breve vou assistir um jogo aí no Barão. Tenho o XV como minha segunda casa, uma das melhores fases da minha carreira foi no XV. Também tenho certeza que com a melhor torcida do Interior o XV vai longe , vai chegar nos seus objetivos que tenho certeza que é estar novamente em uma Série B de brasileiro, que com muito trabalho e dedicação vão alcançar a Série A, assim como fizeram no Campeonato Paulista.

Um abraço a todos torcedores de Piracicaba, cidade onde me senti muito bem , aprendi a gostar e valorizar. Sempre que me perguntam eu afirmo que onde realmente tive a chance de mostrar o meu futebol foi em Piracicaba, no XV. O XV está em meu coração e no coração da minha família. Parabéns a todos torcedores do XV!  Quem sabe eu possa voltar e ajudar de alguma forma, não mais dentro do campo, mas com certeza desejando sempre o bem do grande Esporte Clube XV de Piracicaba. Abraços a todos"!

Atualmente, Alencar mantém o ótimo projeto Escola de Formação de Goleiros 01 (www.escoladegoleiros01.com) na cidade de Londrina, onde passa toda sua experiência para jovens goleiros.



Alencar pretende, em breve, realizar uma clínica de goleiros na cidade de Piracicaba! Jovens goleiros em busca de oportunidades, fiquem de olho!

O Blog Histórias do XV agradece ao goleiro Alencar por toda sua dedicação enquanto defendeu as cores do XV de Piracicaba. Aguardamos sua visita em Piracicaba.

BLOG HISTÓRIAS DO XV