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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Personagens da História - Especial Centenário - Nardela

Prosseguindo a série de entrevistas em homenagem ao Centenário do XV de Piracicaba, o Blog Histórias do XV teve o prazer de entrevistar um dos maiores jogadores que vestiram a camisa zebrada.

Reinaldo Antônio Baldesin, o Nardela, nasceu na cidade de Piracicaba em 1º de janeiro de 1958. Ídolo com a camisa zebrada, Nardela também é ídolo da torcida do Joinville Esporte Clube, equipe da cidade em o ex-jogador reside até hoje.

Nardela destacou-se cedo com a camisa do XV, sendo recompensado com convocações para a Seleção Brasileira de base no Torneio de Cannes na França no ano de 1976, e para o Mundial Sub-20 realizado na Tunísia no ano de 1977. O ex-jogador conversou com o Blog Histórias do XV, relembrando seus bons momentos vividos com a camisa zebrada.

FOTO: Nardela em um de seus primeiros registros fotográficos pela equipe profissional do alvinegro.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Como foi sua chegada ao XV e como ocorreu sua estreia no time principal?

NARDELA: Sou natural de Piracicaba, e desde os meus 12 anos comecei a jogar no dente de leite do XV, e na sequência infantil e juvenil, quando com 16 anos comecei a treinar entre os profissionais. A minha estreia no time principal ocorreu em 28 de julho de 1974, quando ainda tinha 16 anos, no Campeonato Paulista daquele ano. Foi num jogo contra a Ponte Preta, no Barão da Serra Negra. Fiquei no banco, e entrei no decorrer do jogo, e vencemos essa partida por 1x0, e eu fui o autor do gol.

NOTA DO BLOG: A estreia de Nardela pelo XV aconteceu em partida válida pelo Torneio de Classificação do Campeonato Paulista de 1974. O XV de Piracicaba não estava bem no torneio e havia conquistado apenas duas vitórias no campeonato (contra São Bento e Portuguesa), mas conseguiu derrubar a Ponte Preta no Barão e de quebra eliminou a equipe de Campinas da fase seguinte. Na partida, Nardela entrou no lugar de Pitanga e marcou seu primeiro gol logo aos 6 minutos da segunda etapa.

FOTO: Imagem do primeiro gol de Nardela com a camisa alvinegra. Na foto, o goleiro Carlos não consegue evitar o gol do jovem estreante.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Dentre todas as partidas que você realizou com a camisa zebrada, qual você considera mais importante?

NARDELA: Um dos jogos mais importantes, senão o mais importante, foi justamente esse contra a Ponte Preta, pois, representou o início de tudo na minha carreira.

FOTO: Nardela recebe o abraço dos companheiros ao marcar o gol da vitória em sua estreia pelo XV.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Mais alguma partida marcou sua passagem pelo XV?

NARDELA: Mais duas partidas marcaram bastante minha passagem pelo XV. O jogo contra o Palmeiras, em 1976, no Campeonato Paulista, que significava praticamente a decisão do título, no qual fomos derrotados, acabando assim, como vice-campeão paulista daquele ano, que na verdade foi como se tivéssemos conquistado um título. Outra partida marcante, foi contra o Flamengo, pelo Brasileiro, jogo este que vencemos, sendo eu o autor do gol, no último minuto da partida.

FOTO: Nardela com a camisa alvingra em 1976, ano em que o XV conquistou o vice-campeonato Paulista.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Como você avalia a importância do XV na sua carreira?

NARDELA: Foi onde tudo começou. Onde as portas se abriram, me proporcionando a oportunidade de construir minha carreira como jogador de futebol. Tenho um carinho especial por esse clube, e uma dívida de gratidão por todos que compunham a diretoria do clube naquela época e por todos os companheiros que me ajudaram na concretização do meu sonho.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Onde você reside e o que faz atualmente?

NARDELA: Resido em Joinville/SC desde agosto de 1980, quando vim jogar no Joinville Esporte Clube – JEC. Sou Assessor Parlamentar, atuando na assessoria do Vereador James Schroeder (PDT). Também atuo como Comentarista Esportivo da Rádio Clube de Joinville.

FOTO: Nardela com a camisa do JEC. O jogador é considerado o maior ídolo da história do clube catarinense.

BLOG HISTÓRIAS DO XV: Deixe um recado para a torcida do XV?

NARDELA: Um clube sem torcida não subsiste. Portanto, que a torcida quinzista prestigie e apoie sempre esse clube tão tradicional do futebol brasileiro, pois, somente dessa maneira, o XV poderá se fortalecer e voltar a ser uma grande força do futebol paulista.


CLUBES EM QUE NARDELA ATUOU:
XV de Piracicaba, Portuguesa de Desportos, Seleção Amadora Brasileira (1976/77), Grêmio Porto Alegrense, Guarani de Campinas, Joinville E.C., Vitória da Bahia, Coritiba, Blumenau/SC, Hercílio Luz/SC e Brusque/SC.

FOTOS: "A História do XV - Parte II" - Delphim F. Rocha Netto.

BLOG HISTÓRIAS DO XV

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Jogos para a História - Inauguração do Moisés Lucarelli: Ponte 0 x 3 XV!

Na semana em que o Estádio Moisés Lucarelli, de propriedade da Ponte Preta, completa 65 anos, o Blog Histórias do XV relembra um dos momentos mais marcantes de sua história.
 
Não, o Blog não virou a casaca e vai falar de algum bom momento vivido pelo time campineiro em seus domínios, mas sim um dos momentos que o alvinegro piracicabano fez a alegria de sua torcida no Estádio de seu mais tradicional rival.
 
No dia 12 de setembro de 1948, a equipe da Ponte Preta finalmente inauguraria seu próprio Estádio. Denominado Moisés Lucarelli, nome de um dos responsáveis pela compra do terreno onde seria construído o estádio da equipe campineira, a Ponte receberia como primeiro visitante um de seus maiores rivais: o XV de Piracicaba.
 
FOTO: Torcida de Campinas chegando para a inauguração do Estádio Moisés Lucarelli, em 1948 (Site Memória do Futebol).
 
Apesar de toda expectativa criada sobre uma possível vitória da equipe campineira na estreia de seu estádio, o alvinegro de Piracicaba é que acabou ficando para a história, com uma importante vitória por 3 x 0. A vitória sobre a Ponte Preta ajudou o XV na busca pelo título e do grupo e posteriormente pelo acesso.

O JOGO

Logo aos 7 minutos da  primeira etapa, o primeiro indicativo de que o dia não era da macaca. Após a marcação de um pênalti favorável a equipe da casa, Gaspar foi para a cobrança e bateu para fora, perdendo a chance de ficar marcado como responsável pelo primeiro gol do Moisés Lucarelli.
 
Com a chance desperdiçada pela Ponte, coube ao jogador Sato, do XV, a honra de marcar o primeiro gol do estádio. Aos 17 minutos, após chute de Picolino e a rebatida do goleiro Serafim, Sato apareceu e encheu o pé para abrir o placar para o XV.
 
FOTO: Sato, o autor do primeiro gol da história do Estádio Moisés Lucarelli!
 
Na sequência, o jogador da Ponte Alcides cortou passe de Picolino com a mão dentro da área: Pênalti para o XV! Gatão, o artilheiro, foi para a cobrança e aumentou a vantagem para o XV.
 
Cinco minutos depois do segundo gol do XV, a Ponte Preta teve a chance de reagir novamente. Após chute de Damião, Idiarte desviou a bola com a mão: Pênalti para o Ponte. Gaiola partiu para a cobrança, mas assim como seu companheiro Gaspar, bateu para fora, com a bola passando ao lado direito da meta defendida por Ari.
 
Ainda no primeiro tempo, aos 41 minutos, Henrique marcou o terceiro gol para o XV, transformando a vitória em goleada, jogando, definitivamente, um balde de água fria na torcida da equipe campineira.
 
O segundo tempo, ao contrário do primeiro, foi de poucas emoções. A equipe da Ponte jogou com um jogador a mais desde os 13 minutos, quando Cardoso foi expulso após entrada forte contra o avante Armandinho, mas não conseguiu furar a barreira XVzista, terminando a partida em 3 x 0 para o XV de Piracicaba.
 
 
FOTO: Linha de defesa do XV, formada por Elias, Ari e Idiarte.
 
TIMES
 
PONTE PRETA - Serafim, Sapatã e Alcides; Nego, Gaspar e Rodrigues; Damião, Gaiola, Vicente, Armandinho e Oliveira;
 
XV DE PIRACICABA - Ari, Elias, Idiarte; Cardoso, Strauss e Adolfinho; De Maria, Sato, Picolino, Gatão e Henrique;
 
FOTOS E INFORMAÇÕES: "A História do XV - Parte II", de Delphim F. Rocha Netto.
RENDA: Cr$ 57.730,00.